O primeiro ministro da Educação do Governo Bolsonaro, colombiano Ricardo Vélez, numa entrevista à Revista Veja generalizou e chamou os brasileiros de ladrões. Pegou muito mal, mas essa foi somente uma das besteiras que fez. Terminou caindo sem tempo de comer o peixe da Semana Santa.
Para substituir Vélez, o presidente da República escolheu um economista, Abraham Weintraub, formado pela Universidade de São Paulo.
Ele disse que não é de conversar muito com a imprensa, porém numa das primeiras entrevistas causou mal-estar entre os nordestinos.
Na visão do novo ministro não se deve ensinar disciplinas como filosofia ou sociologia aos estudantes da região Nordeste. Ele acha que nesta parte do país a preocupação deve ser mais com agronomia e assuntos correlatos.
Ele deve imaginar o Nordeste como uma região exclusivamente agrária, habitada por um povo que não deve ser incentivado a pensar.
Abraham, pela declaração, não deve saber, ainda, que existem praias lindas na região que estimulam o turismo, boas universidades, o Complexo Portuário de Suape, petróleo, indústrias nas áreas metropolitanas de Fortaleza, Salvador e Recife e tanta coisa mais.
Ministro não deve saber que Caetano Veloso, Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Fagner, Raquel de Queiroz, José Lins do Rego e Jorge Amado nasceram no Nordeste.
Paulo Freire e Josué de Castro também foram nordestinos. Um se preocupou em fazer pensar e ensinar a ler com base na realidade do povo. O outro escreveu livros sobre a pobreza e a fome.
Ministro da educação, preocupado com um tal de “marxismo cultural”, foca na questão agrária de uma região que sofre secularmente com as secas.
Mas nada disso é estranho. Afinal o próprio presidente, na fase de pré-campanha afirmou que os nordestinos deviam comer capim.
“Brasil acima de tudo”, mas o Nordeste é um caso à parte, parece.
Com ministros como esses dois, tem gente com saudade de Mendonça Filho, da Era Temer.
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