Com a convivência, a nossa amizade foi se consolidando, e fiquei sabendo que nos inícios dessa década ele fora "motorista particular" do presidente da Volkswagen do Brasil, e numa reunião de amigos ele confidenciou o seguinte:
"Eu era o responsável por entregar pessoalmente os vultuosos pagamentos, em moeda americana, para o sindicalista encarregado de promover as Greves dos Metalúrgicos a mando do meu patrão".
O Presidente da VW era o Sr. Sauer, o sindicalista era o Sr. Luis Inácio da Silva e era assim que estas montadoras conseguiam deixar os "Governos" em suas mãos e obriga-los a fazer seu jogo sujo.
O esquema funcionou por muitos anos da seguinte forma:
1.- Os pátios das montadoras lotados de veículos com os níveis de vendas muito baixos, e para cortar custos necessitavam demitir funcionários.
2.- As montadoras anunciavam a demissão em massa de 5 a 10 mil trabalhadores.
3.- Os presidentes das montadoras davam ordem para que fosse deflagrada um "Greve".
4.- O motorista levava a ordem e a pasta 007 com o pagamento antecipado, para o Lula promover ditas greves.
5.- Se iniciavam as negociações entre Montadoras, Trabalhadores e o Governo.
6.- Os Governos não podiam deixar acontecer demissões em massa, pois afetaria enormemente a economia do País, posto que para cada demissão nestas montadoras, haveria 3 a 4 demissões nas empresas "satélites", ou seja nas fornecedoras de autopeças.
7.- A primeira e única medida sugerida pelas montadoras para sair da "crises" era a de aumentar o preço dos veículos.
8.- Os trabalhadores, sempre irredutíveis, faziam o maior barulho em passeatas pela Via Anchieta e pela Rua Marechal Deodoro, no centro de SBC, onde quando a Policia reagia violentamente, "o tal sindicalista" entrava pela porta lateral da Igreja da Matriz desta cidade, acobertado pelo próprio pároco, hoje seu grande amigo, e sumia pela rua de traz deixando nós trabalhadores na maior "fogueira".
9.- Uma semana após, os Governos permitiam os aumentos, contanto que o aumento não afetasse o "bolso do consumidor", ou seja que não houvesse repasse no preço do veículo.
10.- O impasse tornava-se insustentável, as greves cresciam por ordem dos "presidentes das montadoras", e elas ameaçavam demitir e punir severamente os grevistas, o que aumentaria ainda mais o número de desempregados.
11.- Os governantes abriam uma "exceção" e permitiam o "aumento com o repasse" para o consumidor e aceitavam a demissão de 1 a 3 mil empregados, que no fundo era o que as montadoras desejavam desde o inicio das greves.
12.- Os preços dos carros subiam, por exemplo passavam de cz$ 10 mil para cz$ 14 mil e logo após, as montadoras faziam "promoções irrecusáveis para o consumidor" e colocavam carro zero Km. por cz$ 12 mil ou seja divulgavam um desconto de cz$ 2 mil quando na realidade o estavam vendendo cz$ 2 mil mais caro, e nós consumidores expertos e muito mal informados "aproveitávamos a pechincha".
13.- Assim sendo as montadoras esvaziavam seus pátios, vendiam os carros mais caro e ainda demitiam a quantidade de metalúrgicos que necessitavam demitir, tudo isto com a ajuda comprada do Presidente do Partido dos Trabalhadores (Lula), aliais "Trabalhador???", não sei nem como pois só trabalhou 2 anos na sua vida, na Villares como torneiro mecânico e mais nada.
O fato de ter contado esta historia verdadeira em 13 itens, foi coincidência para com o número que esse partido mantém na Justiça Eleitoral.
Como é de praxe nestas e outras "negociatas escusas" do presente e passado do País, nada disto foi precedido de "recibos comprovatórios", portanto, seria considerado leviandade e passivo de processo por calunia, trazer isto ao conhecimento do grande público apresentado desta forma. Mas é muito fácil que um bom repórter investigativo levante os fatos acima através dos arquivos de imprensa da época, corroborando o roteiro acima descrito.
Com esta narrativa de fatos reais só desejo dizer que toda e qualquer coisa que venha ser descoberta no entorno do atual Sr. Presidente da República e seus "companheiros" não me surpreende pois sempre soube este Senhor, ser 100% do lado dos patrões e do poder econômico, onde nós trabalhadores não passamos de títeres e marionetes nas suas mãos, pena que aqueles milhares de trabalhadores manobrados no passado, se multiplicaram e se transformaram em todos os sobreviventes de um País chamado Brazil.
Os fatos atuais divulgados pela imprensa, sobre corrupção e sobre o tal de "mensalão" e "sangue-sugas" já fazem parte dos costumes políticos de nosso País, não são hábitos novos criados pelos que ai estão nos "governando", são práticas antigas demais para saber quem as implantou, e por este motivo os antigos "beneficiados", hoje na oposição, se sentem totalmente à vontade para contar com luxo de detalhes, como isto funciona com os novos "beneficiados", e lembrem que o atual Sr. Presidente também já foi Deputado, quando recebeu seu "1º diploma", não como mintiu e cuspiu na cara de todos os "Universitários Formados do Brasil" no dia da sua posse, provavelmente é um antigo "beneficiado".