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quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Bolsonaro tira R$ 104 por ano de 67 milhões de trabalhadores com novo salário mínimo

Publicado no Brasil de Fato

POR JUCA GUIMARÃES

Um dos primeiros atos da gestão Bolsonaro (PSL), nesta terça-feira (1º), reduziu em R$ 104,00 a renda anual de 67 milhões de brasileiros, que sobrevivem com um salário mínimo por mês. Destes, 23 milhões são aposentados e 44 milhões estão em atividade.

O decreto presidencial número 9.661 estabelece em R$ 998,00 o valor do salário mínimo, a partir do dia 1º de janeiro. Ou seja, R$ 8,00 a menos que os R$ 1.006,00 previstos no Orçamento para 2019, autorizados pelo Congresso Nacional e divulgados pelo próprio governo.

Nominalmente, o salário mínimo passa de R$ 954,00 para R$ 998,00, o que equivale a 4,6% de reajuste. O aumento é cerca de um quarto do salário mínimo previsto como o ideal para o sustento de uma família de quatro pessoas, que equivale a R$ 3.959,98, segundo cálculo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O anúncio do novo salário mínimo deveria ter sido publicado no final do ano, ainda na gestão Michel Temer (MDB), mas o presidente anterior transferiu a decisão para Bolsonaro. Temer argumentou que o reajuste aprovado pelo Congresso era superior à inflação prevista pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), por isso deveria ser analisado pelo próximo chefe de Estado.

Em sete a cada dez cidades brasileiras, a soma das aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a idosos supera o valor do Fundo de Participação dos Municípios, repassado pelo governo federal. Ao todo, cerca de 23 milhões de brasileiros recebem benefícios de um salário mínimo por mês, e quem vive nesses municípios tende a ser mais impactado.

“Essa situação vai aumentar a pressão da famílias para cima dos idosos que já ganham pouco. Pode parecer que não faz diferença, para quem gasta mil reais numa garrafa de vinho. Mas, para quem ganha pouco, significa comprar ou não um remédio”, analisa Jesus de Souza, consultor previdenciário.

Políticos da oposição e lideranças de movimentos populares se posicionaram contra a diminuição do reajuste pelas redes sociais. Pelo Twitter, a ex-candidata a vice-presidenta Manuela D’ávila (PCdoB) ressaltou o impacto social do reajuste do piso abaixo do previsto. “Faz muita diferença para quem ganha o mínimo”, criticou. Dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues publicou, na mesma rede, que “o seu primeiro ato [de Bolsonaro] é contra os pobres, que votaram e que não votaram nele”.

PRESIDENTE NOVO, CONGRESSO VELHO

Bolsonaro tomou posse ontem, como presidente da República e os novos deputados federais e senadores só assumem o cargo no dia primeiro de fevereiro. Isso significa que o novo dirigente do país vai governar todo o mês de janeiro com o Congresso Nacional escolhido em 2014.

Para o deputado Fernando Rodolfo (PHS) isso não tem nenhuma lógica. O certo, no seu entender, era a posse do presidente, dos novos deputados e senadores, acontecer no mesmo dia.

Curtas

Te cuida, Frota! – Seu Alexandre Frota que se cuide. A interpelação judicial feita contra ele pelo deputado federal eleito Túlio Gadelha está sob a responsabilidade de nada menos que o advogado Walber de Moura Agra, um dos maiores craques do país, que nos brinda com verdadeiras aulas no Frente a Frente todos os dias. Frota, que desdenhou do maior estado em linha reta do mundo, mais conhecido como Pernambuco, vai, agora, ter que se explicar na Justiça. Aí eu quero ver tanta brabeza do ex-ator pornô.

Ficando só - A arrogância e prepotência co que o ex vereador Jânio Arruda conduz a oposição de Taquaritinga esta deixando o velho líder isolado. O medo de renovar quadros dentro do grupo apenas no intuito de ficar a frente do grupo esta prejudicando o grupo que certamente levará mais uma pisa em 2020.

Povo Revoltado - O Povo de Taquaritinga do Norte, mais precisamente da sede, estão revoltados com os vereadores Claudinho de Tontom e Jurandi, que entraram com ação na justiça para barrar o obra que iria asfaltar 12 ruas em Taquaritinga do Norte. O dinheiro esta liberado mas graças ao pedido dos dois vereadores a sede do município corre o risco de perder a verba e ficar sem o asfalto. Até o pai do vereador Claudinho se posicionou contra a atitude do parlamentar, que certamente foi orientado pelo seu líder.

Sem espaço - O PSD de Santa Cruz do Capibaribe ainda continua sem espaço dentro da gestão Vieira. O partido que na última eleição municipal obteve cerca de 3.500 votos a foi fundamental para reeleição de Edson, perdeu alguns cargos dos poucos que tinha nesse final de ano, e nunca ocupou um cargo pelo menos no segundo escalão. 

Luan Estilizado atração principal da Tradicional Festa de Santo Amaro que terá total apoio do empresário Jorge Dias

Tradicional Festa de Santo Amaro 2019 recebe total apoio do empresário Jorge Dias


Prefeito Lero anuncia Luan Estilizado como principal atração da Festa de Santo Amaro deste ano. Mantendo uma parceria bem firmada e que traz oportunidades para o povo da nossa cidade, o empresário Jorge Dias trará o artista de renome do momento que encerrará a Festa deste ano no dia 15 de Janeiro.

Assim como fez nos anos anteriores, nosso conterrâneo vem contribuir e dar o suporte necessário para que seja mantida a tradição de grandes atrações nos últimos dias da festa. Deste modo, percebemos a preocupação e a grande contribuição dada por este grande parceiro ao governo municipal.

DIOGO MORAES PARTICIPA DE SESSÃO SOLENE DE POSSE DO GOVERNADOR REELEITO PAULO CÂMARA NA ALEPE

O deputado estadual e primeiro-secretário da Alepe, Diogo Moraes, participou, nesta terça feira (01), da solenidade de posse do governador Paulo Câmara, reeleito para o segundo mandato  nas eleições de 2018. A cerimônia, realizada há décadas no Palácio Joaquim Nabuco, ocorreu, pela primeira vez, no Edifício Miguel Arraes de Alencar, nova sede do legislativo pernambucano que foi entregue em 2017 por Diogo e Guilherme Uchôa. Na ocasião, também tomou posse a vice-governadora Luciana Santos. A Assembleia Legislativa de Pernambuco está localizada na região central do Recife, no bairro da Boa Vista, na Rua da União.


Após o início da cerimônia e do cumprimento de ritos previstos no regimento interno da Casa, o deputado Estadual Diogo Moraes realizou a leitura do Termo de Posse, que foi assinado pelo governador, pela vice e pelas autoridades que compuseram a Mesa, dentre elas, os presidentes do Tribunal de Justiça (TJPE) e do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE). Após a assinatura do termo, o governador Paulo Câmara foi convidado a Tribuna para proferir o seu discurso.

Em sua fala, Paulo Câmara destacou as ações do seu primeiro governo, a exemplo do destaque nacional na educação pública, da redução dos índices de criminalidade e dos investimentos em recursos hídricos. “Melhoramos nossa infraestrutura, capacitamos a população. Também não fugimos do maior desafio nacional, o combate ao crime e violência. Por meio do Pacto Pela Vida, completamos 13 meses consecutivos de redução dos CVLIs. Este é o maior avanço do Pacto pela Vida”, disse. O governador comentou ainda sobre reconhecimento na área de gestão e transparência alcançados pela gestão. “Essa é a nossa missão maior. Construir uma sociedade mais justa para que todas possam transformar seus sonhos em realidade. Vamos trabalhar com olhar permanente aos que mais precisam”, complementou Câmara.

Após o encerramento da sessão, o parlamentar comentou sobre a honra de participar de um momento histórico da Assembleia Legislativa de Pernambuco. “O dia primeiro de janeiro de 2019 é um marco na história da Alepe, já que, neste novo edifício, o Miguel Arraes de Alencar, entregue em 2017, ocorrerá a primeira posse de um governador. Todas as anteriores foram realizadas no Palácio de Joaquim Nabuco, hoje Museu. Para mim, é uma grande honra estar aqui hoje após anos de esforço para a construção desse moderno plenário e ainda por estar presente na posse do governador Paulo Câmara, reeleito com a força do povo”, comentou Diogo Moraes. “Desejo sucesso a esta segunda gestão do poder executivo, na certeza de que Pernambuco está sendo governado com muita competência e seriedade. Aqui na Alepe, neste terceiro mandato consecutivo, estarei ao lado do governo Estadual para contribuir na melhoria da qualidade de vida dos pernambucanos ”, finalizou Moraes.

Obra de extensão de rede de abastecimento de água continua a todo vapor em Pão de Açúcar

Para ampliar a oferta de água a população do município, a Prefeitura de Taquaritinga do Norte em parceria com a COMPESA e a Associação Nossa senhora das Graças estão concluindo a extensão da rede de abastecimento de água no distrito de Pão de Açúcar. São mais de 4 mil metros de tubulação, que vai levar água aos bairros Badoque, Trevo, Cruzeiro e Serrinha.  Mais de mil famílias serão beneficiadas em Pão de Açúcar.

A execução desta obra levará água com qualidade e regularidade aos moradores dos referidos bairros em Pão de Açúcar, que antes sofriam sem ter o líquido precioso em suas residências.  

O prefeito do município falou da satisfação de esta realizando essa grande obra que vai beneficiar quase metade da população do distrito de Pão de Açúcar. Vai ser uma alegria imensa ver a água chegando a todas as casas do nosso querido distrito de Pão de Açúcar. Essa é a recompensa de nossa luta quase que diariamente solicitando ao estado, que realizasse essa obra tão importante para o povo de Pão de Açúcar. Desde já quero agradecer ao deputado Diogo Moraes, ao governador Paulo Câmara, ao presidente da COMPESA Roberto Tavares que vai assumir outro cargo no estado e a associação Nossa Senhora das Graças que tem sido uma grande aliada em parcerias ”, falou o Prefeito. 

O morador do bairro Cruzeiro em Pão de Açúcar, Damião Josias, falou da importância da obra para os bairros beneficiados. "Muito bom para nosso bairro que esta vendo a obra sendo executada, e que em breve estaremos recebendo água em nossas torneiras. Parabéns ao prefeito Lero e a todos os envolvidos", falou Damião.

Extensão para o Açudinho, Placas e Gravata do Ibiapina – A prefeitura de Taquaritinga do Norte também conseguiu junto ao governo do estado a extensão de rede de abastecimento de água para as comunidades do Açudinho, Placas e o distrito de Gravatá do Ibiapina. Com mais essa grande obra, Taquaritinga terá cobertura de abastecimento de água em quase todo município. 



Paulo Câmara e Luciana Santos são empossados na Assembleia

Blog da Folha
A cerimônia de posse do governador reeleito, Paulo Câmara (PSB) e da vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), realizada na tarde de hoje, oficializou o início do novo mandato do chefe do executivo estadual para os próximos quatro anos. O Presidente do Legislativo, deputado Eriberto Medeiros (PP) comandou a solenidade.
O governador chegou acompanhado da primeira-dama, Ana Luiza Câmara, e da vice-governadora eleita, Luciana Santos. Lá, foram recebidos com as continências regulamentares pela guarda de honra composta por tropas da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. 
Aberta ao público, a posse contou com a presença de secretários municipais e estaduais, parlamentares do Governo e da oposição, autoridades dos três poderes, além do prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), que chegou acompanhado de sua esposa, Cristina Melo; e do arcebispo de Recife e Olinda, Dom Fernando Saburido. O deputado federal eleito João Campos (PSB), a ex-primeira dama de Pernambuco, Renata Campos e familiares do ex-governador Eduardo Campos também prestigiaram a cerimônia.
Em seu discurso, Eriberto Medeiros pediu união aos pernambucanos. “Não sabemos exatamente qual o cenário econômico e político que os Estados do Nordeste vão se deparar pelos próximo quatro anos. Torcermos sempre pelo melhor e que sejam respeitados os direitos sociais conquistados. Portanto, essa casa legislativa se manterá vigilante e conclama os cidadãos pernambucanos para se manterem unidos. Teremos na pessoa do governador Paulo Câmara o líder ideal para realizarmos essa caminhada juntos”, disse. 
Após a leitura do compromisso constitucional perante a Mesa Diretora, Paulo Câmara e Luciana Santos foram declarados empossados pelo presidente da Casa. Ao final do encontro, Paulo Câmara fez a tradicional revista à tropa da Polícia Militar, em frente ao prédio-sede da Alepe.

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Por que o programa de governo de Bolsonaro choca os europeus


Bolsonaro recebe a faixa de Michel Temer. Foto: Reprodução/YouTube

Publicado originalmente no RFI
POR MÁRCIA BECHARA
Desde que foi eleito, em 28 de outubro de 2018, as propostas do presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, são recebidas com um misto de espanto e rejeição no Velho Continente, que ainda espana com dificuldade as cinzas do fascismo dos ombros de sua história. Com exceção dos governos considerados populistas, como a Itália de Matteo Salvini ou a Hungria de Viktor Orban, as democracias europeias tradicionais veem com desconfiança o projeto ultraconservador de Bolsonaro, que desafia em diversos momentos os cânones republicanos da política continental do bloco.

Na França, onde a imprensa assume abertamente suas cores políticas, as críticas a Jair Bolsonaro chegam de todos os lados: jornais e revistas de direita e esquerda encontram dificuldade em simpatizar com a polêmica figura do novo presidente brasileiro, e seu projeto de governo.

A começar pelo slogan, “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, considerado por France Info como uma “réplica assumida” do hino nazista Deutschland über alles (“Alemanha acima de tudo”, em português). O programa de governo é considerado propositalmente difuso e pouco objetivo, para “não ter que se explicar posteriormente com a população”. Assustada pelo populismo que assinou o cheque do Brexit e a ascensão de Trump na maior economia do mundo, a Europa lida ainda com velhas feridas de guerra e tem problemas para controlar os novos fantasmas do fascismo no continente.

Apresentado pela unanimidade da imprensa europeia como um representante da extrema direita, Bolsonaro, muitas vezes chamado de “Trump tropical”, foi descrito pelo jornal Le Monde como “um chefe de Estado que mistura paranoia e ódio ao socialismo”, representante de uma “corrente, defendida [pelo ex-conselheiro de Trump] Steve Bannon, que mistura antiglobalização, xenofobia e fé cristã”.

Sob vários aspectos, inclusive de público, posse de Bolsonaro foi um fiasco


Esplanada vazia

Sob muitos aspectos, a posse de Jair Bolsonaro foi um fiasco.

O primeiro deles é o público.

A equipe do presidente anunciou que colocaria na Praça dos Três Poderes e na Esplanada dos Ministérios mais de 250 mil pessoas — havia assessores falando em 500 mil. A ideia era quebrar o recorde de público na posse de Lula, em 2003 — 250 mil. Na festa de Bolsonaro, segundo cálculo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), compareceram 115 mil. O segundo fiasco foi o baixo comparecimento das autoridades de outros Estados.

Destacaram-se dois expoentes da direita mundial.

Benjamin Netanyahu, que enfrenta problemas políticos internos muito sérios em seu país, Israel, acusado de corrupção. O outro é Victor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, comparado a Hitler. Donald Trump, a quem Bolsonaro faz acenos de submissão, não veio, e seu representante, o secretário de Estado Mike Pompeo, ficou pouco tempo em Brasília.

Ele chegou por volta das 13 horas a Brasília, e fez uma postagem no Twitter:

“Ansioso para testemunhar a transferência pacífica de poder em uma das democracias mais fortes da América Latina.” Mike Pompeo, no entanto, foi embora no início da noite. Teria permanecido no Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, apenas meia-hora, e saiu sem falar com a imprensa.

O presidente peruano, Martín Vizcarra, deixou Brasília ainda pela manhã, antes da posse. Sua assessoria informou que há uma crise política no país, e ele teve que retornar. O presidente da Argentina, Maurício Macri, nem colocou os pés em Brasília. Dias antes, avisou que não compareceria, e mandou no seu lugar o ministro das Relações Exteriores, Jorge Faurie.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Souza, compareceu, mas, pelo que se conta nos bastidores, tinha motivos familiares para estar no Brasil. Seus netos moram em São Paulo, e ele passou o Réveillon com a família, e de manhã viajou para Brasília. Perguntado sobre o que achou da posse de Bolsonaro, disse que foi um dia bastante “cheio”, no sentido de que houve muitas solenidades.

No Congresso Nacional, a posse de Bolsonaro também não teve o prestígio que se imaginava. Deputados progressistas, sobretudo os da bancada do PT, PSOL e PCdoB, boicotaram, em razão das declarações hostis do presidente. Durante a campanha, ele disse que iria metralhar os petistas e banir do Brasil os opositores.

Mas não foram só eles que faltaram.
 
Quem acompanha o dia a dia de Brasília notou a ausência de políticos experientes do chamado centrão. 

Na prática, deram uma banana para Bolsonaro.

Em política, a ausência de um parlamentar é um sinal eloquente. É uma declaração de que ainda esperam algum aceno do chefe do Executivo. Por enquanto, tudo é festa, mas para tocar este transatlântico chamado Brasil Bolsonaro precisará de muito mais do que uma retórica beligerante — aliás, esta só atrapalha. Não adianta dizer que vai libertar o Brasil do socialismo ou que a bandeira não será vermelha. Declarações desse tipo deixam excitados os analfabetos políticos, mas não representam nada nas relações institucionais.

São palavras desprovidas de sentido. Quando é que o Brasil foi socialista?

Se gritar muito, Bolsonaro vai ficar rouco, mas não vai conseguir nada. Só aumentará a rejeição que tem da parte já civilizada da sociedade, brasileira e mundial. Em relação à posse de Bolsonaro, Donald Trump se limitou a fazer uma postagem curta no Twitter – o cumprimentou pelo “ótimo discurso de posse”.

Minutos depois, Bolsonaro agradeceu, também pelo Twitter, e chamou o presidente dos Estados Unidos de “Senhor Presidente”. Muitos eleitores de Bolsonaro se arrependerão rapidamente de entregar o comando do país a um político do baixo clero.

Por Joaquim de Carvalho

IMPRENSA APONTA CONTRADIÇÃO DE MENDONÇA FILHO

O ex-ministro Mendonça Filho (DEM), que este ano perdeu a eleição para senador, além de não conseguir eleger a irmã deputada estadual e o filho deputado federal, criticou os petistas por não participarem da posse do presidente Jair Bolsonaro. Por conta disso, o político de Belo Jardim anda levando o maior "cacete" em alguns veículos de imprensa e nas redes sociais.

Mendoncinha esqueceu que em 2015 não compareceu à posse de Dilma Rousseff, razão porque lhe falta moral para criticar os partidos de esquerda por fazerem o mesmo que ele fez no passado.

Joaquim Carvalho, no Diário do Centro do Mundo, deu essa "paulada" aí abaixo, no ex-ministro de Temer:

Políticos como Mendonça Filho parecem desafiar a inteligência dos brasileiros. Ele foi ao Twitter para criticar o PT e o PSOL por decidirem não comparecer à posse de Jair Bolsonaro.

“O boicote à posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciado pelo PT e pelo PSOL, só reforça o DNA autoritário e antidemocrático dos partidos de esquerda. E mostra que não aprenderam nada com a história e muito menos com o recado dado nas urnas nesta eleição”, escreveu.

Mendonça Filho era líder do DEM em 2014 e não compareceu à posse de Dilma Rousseff, como mostra a reportagem de O Globo.

Ele inventou a desculpa de que deu prioridade à posse do governador de seu estado, Paulo Câmara.

BOLSONARO É EMPOSSADO E DEFENDE PACTO NACIONAL

Bolsonaro preferiu um discurso curto

A posse de Jair Bolsonaro na presidência da República, que aconteceu agora à tarde, foi bem prestigiada pelos eleitores, que se aglomeraram em torno do Congresso Nacional e da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Os populares deixaram claro que ainda estão de “lua de mel” com o presidente empossado, que se elegeu com o discurso de combate a corrupção e de fazer mudanças estruturais no Brasil.

No Congresso, após ser empossado, Bolsonaro fez um discurso curto, de apenas 10 minutos, quando voltou a abordar temas da campanha política, criticando o que chama de viés ideológico e a ideologia e gênero.

O presidente disse que seu governo foi montado sem obedecer ao “toma lá dá cá” tradicional e garantiu que o combate à corrupção é pra valer.

Ele fez um apelo aos deputados e senadores para trabalharem junto com o governo, consciente da importância da Câmara dos Deputados e do Senado para ter êxito em sua missão de administrar o país. Um "pacto nacional" para enfrentar as dificuldades chegou a ser defendido pelo novo presidente.

Eunício Oliveira, presidente do senado, fez um discurso mais demorado do que Jair Bolsonaro e claramente passou um recado de que o chefe do Poder Executivo precisa do Legislativo para aprovar seus projetos e conseguir cumprir o programa de governo.

Tanto o presidente da República quanto o do senado defenderam o diálogo como forma de fortalecer os poderes e a própria democracia.

PROBLEMAS – Embora tudo parecesse bem na posse, muitos jornalistas do Brasil e do exterior reclamaram do tratamento dado à imprensa que estava na capital federal para cobrir a posse.

Mônica Bergamo, conhecida profissional do jornal Folha de São Paulo, registrou que foram muitas as restrições impostas aos repórteres.

Muitos foram confinados em “cercados”, sem lugar para sentar nem água para beber.

Seguranças alertavam o tempo todo que os jornalistas não podiam circular livremente por todas as dependências do Congresso e do Palácio do Planalto e que seguranças estavam autorizados a atirar se as ordens fossem desobedecidas.

Segundo Mônica e outros jornalistas,  em nenhuma posse anterior, desde a redemocratização, se limitou tanto o trabalho da imprensa.

Miriam Leitão, da TV Globo, confessou que mesmo nos governos militares se teve mais liberdade para trabalhar. Ela começou a cobrir Brasília quando foi empossado o general João Batista Figueiredo, garantindo que naquela época foi mais tranquilo de que hoje.

Decreto de Bolsonaro institui o valor do salário mínimo para 2019

 O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta terça-feira, um decreto fixando em R$ 998 o salário mínimo vigente para o ano de 2019. 

 A medida foi publicada em edição especial do Diário Oficial da União deste dia 1º. O montante é R$ 8 menor do que originalmente previsto no Orçamento aprovado no Congresso, mas contempla um reajuste de 4,6% sobre o valor de R$ 954 que vigorou em 2018. 

O reajuste menor do que o projetado no Orçamento gera ganho fiscal de R$ 2,4 bilhões. É que o salário mínimo impacta diretamente a principal rubricade gasto primário do governo federal, que é a Previdência. A decisão foi de Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, já que o novo salário mínimo vigora a partir do dia 1º.

O NOVO E O VELHO


“Nós estávamos numa colina e vimos quando o velho, se aproximava, mas ele vinha como se fosse o novo, disfarçado.

Arrastava suas novas muletas e exalava novos odores de putrefação.

A pedra passou rolando como a mais nova invenção e os gritos dos gorilas batendo no peito deveriam ser as mais novas composições. Em toda a parte viam-se túmulos abertos enquanto o novo marchava sobre a capital.

Ao lado dele estavam os que gritavam: “ Aí vem o novo, tudo é novo, saúdem o novo, sejam como nós”!

Assim marchou o velho travestido de novo, e no seu cortejo triunfal levava consigo o novo, mas o exibia como se fosse o velho.

O novo vinha preso e coberto de trapos, mas nem mesmo as correntes e os farrapos impediam de ver que ele era o novo, derrotado, mas não vencido.

O cortejo movia-se na noite e os gritos de “aí vem o novo, tudo é novo, saúdem o novo, sejam novos como nós”, seriam ainda ouvidos se não fosse o trovão das armas e os gritos dos assassinados”.

Marjo Sports


PMs que mataram 4 bandidos em confronto em Caxias são promovidos por bravura

Dois policias militares que participaram da ação policial que resultou na morte de quatro criminosos, um preso e um arsenal apreendido em Caxias do Sul, foram promovidos por ato de bravura.

Em desvantagem numérica, os soldados, Maicon Luiz Segala e Deivid Martins da Rosa, trocaram tiros, numa noite chuvosa, nas vielas do bairro Vila Ipiranga, em outubro de 2016. O ambiente hostil e o farto armamento, inclusive uma submetralhadora que estava de posse dos criminosos, não intimidou os PMs que confrontaram a quadrilha.

O processo de avaliação para apurar se a ação atendia os requisitos para promoção chegou ao fim, e no último dia 28, foi publicada no Diário Oficial do Estado a promoção de soldado a 2° sargento para ambos.

/leouve.com.br

Programa Marcondes moreno do dia 31/12/2018

BIZARRO: Vereadores “Bocas Pretas” faltam à própria posse!

O folclore político da Dália da Serra ganhou mais um capítulo inusitado na tarde do primeiro dia de 2019. O vereador Professor Jurandi, que fez um conchavo com a oposição para conseguir a presidência da Câmara, traindo mais uma vez o grupo pelo qual se elegeu, ficou a ver navios e teve que remarcar a sua posse como novo presidente por falta de quórum, pois dos 11 vereadores, apenas 5 deram o ar da graça.

O fato pitoresco ficou por conta dos vereadores Hélio de Novo (Primeiro secretário) e Claudinho de Tontom (Segundo secretário), ambos que foram eleitos para esta nova gestão e não apareceram para tomar posse, tendo o presidente que cancelar as atividades que estavam programadas para celebrar a posse da mesa diretora, sendo o mesmo protagonista do primeiro grande mico do ano na política de Taquaritinga do Norte.

Estiveram presentes os vereadores Rogéria de Zeca e Eraldo de Pedra (Situação) e os oposicionistas Professor Jurandi, Dé Cumaru e Borges.  

Os vereadores Claudinho e Hélio colocam essa trapalhada como mais uma para seus currículos. O primeiro ficou conhecido por apresentar um requerimento propondo que fosse aberta uma rua no meio da praça de Taquaritinga enquanto Hélio ganhou os holofotes por receber uma diária de R$ 170 reais para levar um ofício na PM em Santa Cruz, valor que devolveu após a repercussão negativa da sociedade.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Mensagem de Baiano do Povo


Mensagem do prefeito Lero


O Piscineiro


André de Paula confirma permanência na base aliada e chancela nome de Rodrigo Novaes para o Turismo

Por Arthur Cunha – especial para o blog do Magno

Presidente do PSD em Pernambuco, o deputado federal André de Paula soltou nota à imprensa confirmando que o partido fica na base do governador Paulo Câmara, e que chancela o nome de Rodrigo Novaes para a Secretaria de Turismo, conforme este blog já havia antecipado com exclusividade. Segue a nota na íntegra:
O governador montou uma nova e competente equipe, o PSD teve um dos seus filiados mais importantes escolhido por Paulo, o que é uma honra, a minha equipe não estará no próximo governo, o que é absolutamente normal, é um novo governo e se inicia um novo ciclo, você me conhece e sabe que o meu apoio nunca esteve condicionado a nenhum tipo de troca, nem por cargo, nem emenda, nem qualquer outra coisa, vou liderar o meu partido e vou trabalhar por Pernambuco, colocando o meu mandato ao lado do governador Paulo Câmara.
André de Paula – deputado federal reeleito pelo PSD/PE

PARTIDOS DE CENTRO E ESQUERDA BOICOTAM BOLSONARO

A que ponto chegou o Brasil. Um presidente da República, eleito com 55 milhões de votos,  vai tomar posse e partidos políticos que representam significativa parcela do eleitorado vão se ausentar de Brasília,  no dia 1º de janeiro.

As bancadas do PT, PSOL e PC do B estarão ausentes da posse do presidente, assim como parte do PDT e PSB.

Ninguém contesta que Bolsonaro foi eleito pela vontade da maioria do eleitorado, a legitimidade de sua vitória não está em julgamento.

Esse protesto anunciado para a posse se deve a suas posições políticas radicais, exibidas antes e depois da eleição de outubro.

O presidente eleito, que antes de conquistar a presidência nas urnas nunca escondeu suas posições machistas, homofóbicas e racistas, além da antipatia pelos nordestinos, depois do 28 de outubro criou embaraços nacionais e internacionais.

Além disso, pouco tempo antes da posse, a grande imprensa - incluindo Globo, Veja, Folha e Estado de São Paulo - noticiaram o suspeito caso da movimentação financeira do motorista Fabrício Queiroz, que trabalhou com o deputado estadual Flávio Bolsonaro, eleito este ano senador pelo Rio de Janeiro.

Queiroz tinha mais de R$ 1 milhão e 200 mil na conta bancária e o COAF, um órgão federal, descobriu que o motorista depositou dinheiro até na conta da futura primeira dama do Brasil, Michelle Bolsonaro.

As explicações para a movimentação de tanto dinheiro e do porquê de um motorista depositar um cheque na conta da mulher do presidente eleito,  até agora não foram muito convincentes.

Piorou quando Fabrício Queiroz, depois de faltar a duas convocações do Ministério Público Federal, deu uma entrevista no SBT e disse que sabe “fazer dinheiro”. E seu patrimônio seria resultado da compra e venda de carros.

A versão tem sido questionada por jornalistas e políticos respeitados.

É neste clima suspeito, com o pais dividido e nações fortes sem querer mandar representação para o Brasil, no dia 1º, que Bolsonaro tomará posse, sem que dezenas de deputados eleitos em outubro estejam presentes.

Como em 2014, quando Dilma Rousseff foi reeleita, o país continua dividido.

Isso é ruim. Porque a situação econômica não é favorável e somente com união é possível superar as dificuldades, que são muitas.

O Brasil precisa de conciliação, mas o que estamos vendo é um clima de confronto, é a instalação de um governo que antes mesmo de começar a trabalhar já é bombardeado por setores importantes da política, da imprensa, do Ministério Público e de personagens independentes do Poder Judiciário.

Lamentável.

*Foto: Carta Capital

BOLSONARO QUER ESCOLAS FORMANDO CIDADÃOS

Repetindo pensamento do futuro ministro da Educação, o colombiano Ricardo Vélez Rodrigues, Jair Bolsonaro, que toma posse amanhã, como presidente da República, disse que é preciso “varrer o lixo marxista das escolas”.

Só assim, acredita o político do PSL, será possível melhorar os indicadores da educação no Brasil, que são muito ruins.

Na visão do presidente, as escolas brasileiras hoje formam “militantes políticos” e é preciso mudar essa realidade, de modo que sejam formados cidadãos.

O recado do capitão foi dado hoje cedo, através das redes sociais. Professores temem que o novo governo vai tentar controlar o ensino, cerceando a liberdade de cátedra, principalmente nas universidades federais.