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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

PAPA, PROTESTO, OPINIÃO E INSULTO (e a arte de perder a razão publicamente)


Num texto anterior falei sobre aqueles que perdem totalmentea auto-crítica em suas opiniões e partem para o insulto contra os seusopositores Uma das manias mais irritantes dos tempos atuais é as pessoas insultarem-se umas as outras e chamarem isso de “liberdade de expressão”. 

Não é a toa que os ídolos dos mais diversos segmentos sociais são aqueles que sempre estão ávidos em atacar a insultar seus adversários. Silas Malafaia é o ídolo do movimento neo-pentecostal devido seu costume de insultar aqueles de quem não gosta (comparou gays a bandidos e disse que ia “arrombar”o movimento LGBT), Marco Feliciano insulta todo mundo: gays, negros, mulheres, etc. e não falta gente para defendê-lo. Na imprensa tem destaque quem vive de vomitar insultos, gente do tipo de Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Paulo Henrique Amorim, etc., são o tipo de jornalista que são adorados por oposicionistas ou governistas apenas porque vivem de insultar os adversários. Daí se formam torcidinhas organizadas que repetem  os insultos de seus ídolos.

O problema surge quando quem deveria apelar para a razão cai no mesmo expediente de querer chocar, provocar e rotular.  Quem tem idéias diferentes, quem representa minorias, quem desafia preconceitos, tem que ser o primeiro a apelar para a razão. O insulto e a provocação acabam servindo ao opressor na sua ânsia de legitimar sua opressão.

Mas certos grupos de minorias repetem os erros de seus antagonistas ao preferirem insultar do que convencer,  provocar ao invés de aproximar, agredir ao invés de dialogar. Assim acontece com o movimento ateu de internet, que gasta tempo e energia provocando os religiosos no lugar de promover valores humanísticos e denunciar os abusos contra o Estado Laico. Fazendo isso só se alimenta o preconceito aos ateus e obscurece a causa.

O problema é que todos os grupos sociais, majoritários ou minoritários, então contaminados pela lógica do insulto.

Eu já esperava esse frenesi enorme com a vinda do Papa Francisco ao Brasil. O cara é carismático, simpático, traz uma face humana e carinhosa que nem de longe esteve em seus dois antecessores. Francisco teve o mérito de perceber que o problema da Igreja era a sua indiferença quanto aos pobres, algo que já tratei em outro texto, e também soube desarmar potenciais opositores (chegou a dizer que ateus podem ir ao céu). Mas o acerto do Papa Francisco não está no que ele fala, mas sim na forma como fala. Ele é populista na medida certa, fala mansa e carinhosamente para reafirmar dogmas da Igreja que eram repetidos com ares de severidade por seus dois antecessores, o que inflamava o debate.

Não há como esperar grandes aberturas do senhor Mário Jorge Bergoglio, ele é conservador e já mostrava um certo reacionarismo antes de ser Papa (veja aqui). Assim pode se esperar as mesmas posições de antes da Igreja sobre camisinha, anticoncepcionais, células tronco, aborto, divórcio, descriminalização das drogas, etc. Mas diferente de seus antecessores, Francisco não joga gasolina na fogueira incitando os ódios, ele se destaca pela aparente mansidão. Ao evitar que os ânimos se inflamem o Papa espera que o adversário perca a postura e parta para o ataque.

É difícil discutir abertamente com uma instituição que é movida por dogmas, que não importam o que digam a razão e a ciência sempre reafirmará basicamente as mesmas coisas. Não há diálogo contra o dogma, o dogma é uma imposição e é por definição algo irracional, no qual as pessoas devem acreditar e devem evitar até de ouvir posições contrárias. Discutir contra quem pensa dogmaticamente é burrice, nenhum argumento é válido a uma mente dogmática (vale dizer que dogmatismo não é uma característica exclusiva da religião, basta ir a uma faculdade e ver  que não falta dogmatismo e doutrinação por parte de professores).

Um dos efeitos do dogma é que ele inevitavelmente levanta rancores, pois é insensível. Como defender racionalmente que uma família pobre deve ter 10,12 filhos? Como sustentar  uma mulher estuprada deva dar a luz a um filho do estuprador? Que alguém com uma doença degenerativa deva recusar o tratamento com células-tronco embrionárias? Que casais com completa incompatibilidade tenham que conviver juntos forçadamente a vida toda?

Assim os grupos que são forçados a se chocar contra a doutrina da Igreja entram num debate inflamados pelo sofrimento que essa mentalidade dogmática provoca. Não é para menos...
O problema é quando se rompe a barreira do protesto, do confronto, e se chega ao nível do insulto e da perda total de razão. Esse é o risco que se corre.

Hoje um grupo de feministas com o nome de “Marcha das Vadias” promoveu um espetáculo dantesco nas ruas do Rio de Janeiro (veja aqui), onde simulavam masturbação com símbolos sacros em via pública, sem contar que estavam praticamente nuas (alô, polícia?). 

Foi o suficiente para que os ânimos se inflamassem nas redes sociais. Não posso tirar a razão de quem se ofendeu, foi uma putaria sem tamanho, um desrespeito descomunal, que apenas causou escândalo e não chamou a atenção de absolutamente ninguém para as questões do machismo e do sexismo (em muito sustentados em ideologias religiosas). Prestou um desserviço para a causa da igualdade entre gêneros.

Não se trata de desmerecer a causa, se trata de ter bom senso. Ao atacar o opositor promovendo escândalo se está apenas sendo idiota e não um militante. Se é ridículo um pastor chutando uma imagem de uma santa, se é ridículo perdoar pecados pelo twitter, é igualmente ridículo insultar a crença alheia esfregando crucifixos na vagina.
Aliás, mais do que ridículo isso é crime. 

É de doer na alma ver que quem deveria estar chamando o debate, encarando o  duelo da crítica e promovendo a conscientização das pessoas prefere tratar os opositores como inimigos e profanando-os publicamente. 

Assim perde-se a moral de criticar aquilo que se considera errado na Igreja. Na verdade dessa maneira se perde a moral para tudo.
O protesto pode ter humor, pode ter as palavras de ordem, pode ter a denúncia em voz alta, pode ter toda a rebeldia e indignação possíveis, mas não pode ter estupidez, não pode ser um insulto gratuito.

É preciso lutar promovendo o bom combate, quem está do lado da razão, do conhecimento e da tolerância não deveria ter nada a temer, nem agir motivado por ódio e rancor. 

Enquanto isso o Papa Francisco vai transformando os dogmas mais conservadores da Igreja em uma música agradável para os ouvidos das pessoas.

Fonte: Blog Desacordo Moral Razoavél


Texto de: Professor Mário junior

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A IGREJA UNIVERSAL E A VISITA DO PAPA


A Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, na edição da primeira semana de agosto do jornal Folha Universal, dedicou três páginas a visita do papa Francisco ao Brasil. Com direito a chamada de capa, com foto de Sua Santidade. A reportagem, porém, não é muito simpática à passagem do líder da Igreja Católica pelo nosso país.

A interpretação da Universal é que o papa veio ao Brasil porque a Igreja Católica perde fieis a cada ano. Cita dados do IBGE: Na década de 60 mais de 90% da população brasileira era ligada ao catolicismo. Em 1991 esse percentual ainda era de 83,8%, contra apenas 9% de evangélicos. Em 2010, o número de católicos caiu para 64,6% e os evangélicos saltaram para 22,2%.

Esse crescimento dos evangélicos, por certo, tem muito a ver com a Igreja Universal, uma espécie de "Supermercado da Fé".

A Folha Universal destaca 10 pontos na visita do papa Francisco, enfatizando o lado negativo. Registra que "a Igreja Católica envelheceu", pois estaria perdendo mais fieis entre os jovens, critica o culto de imagens e até alguns dogmas, como a posição rígida em relação ao aborto, uso de preservativos e pesquisas com células tronco.

Esse Edir Macedo não brinca em serviço. Dirige a sua Igreja como se fosse uma Empresa Multinacional e sabe como ninguém fabricar dinheiro.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Record e o papa

Papa bombou na Globo
A Record de Edir Macedo foi a emissora que menos deu espaço na sua programação para a visita do papa Francisco.
Uma pesquisa inédita do Controle da Concorrência revela que a Record dedicou apenas três horas e 24 minutos para a Jornada Mundial da Juventude entre os dias 22 e 28 de julho. O SBT, que ficou em quarto lugar nesta medição, abriu o dobro do espaço para o evento (sete horas e oito minutos).
A Globo foi a líder na cobertura – foram 32 horas e 53 minutos em sete dias – seguida da Band (17 horas e 28 minutos) e Rede TV! (15 horas e dez minutos).
Por Lauro Jardim

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O PAPA FAZ A DEFESA DOS HOMOSSEXUAIS


Em um pronunciamento já considerado histórico, o papa Francisco disse que os gays "não devem ser marginalizados, mas integrados à sociedade" e que não se sente em condição de julgá-los.

"Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?", afirmou ele a jornalistas durante o voo de retorno a Roma. Neste ponto o líder católico agiu de forma semelhante a Cristo, que defendeu Maria Madalena, tida como uma prostituta. Jesus também condenou aqueles que julgam e lembrou que todos são pecadores.

Especialistas dizem que defesa de estilo de vida humilde é gesto político do papa. "O catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados por causa disso, mas integrados à sociedade”, defendeu Francisco.

As declarações do pontífice tiveram como pano de fundo as recentes revelações de que um assessor próximo a ele seria homossexual. Na mesma ocasião, o papa respondeu a questionamento sobre a existência de um "lobby gay" no Vaticano. Segundo ele, o problema não é ser gay, mas o "lobby em geral".

"Vocês veem muita coisa escrita sobre o lobby gay. Eu ainda não vi ninguém no Vaticano com um cartão de identidade dizendo que é gay. Dizem que há alguns. Acho que, quando alguém se encontra com uma pessoa assim, devemos distinguir entre o fato de que uma pessoa é gay de formar um lobby gay, porque os lobbies não são bons. Isso é o que é ruim."


(Fontes utilizadas: Luís Guilherme Barrucho/Enviado especial da BBC Brasil ao Rio de Janeiro, Blog do professor Rafael Brasil)

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O CARISMA DE FRANCISCO


Acompanhei a visita do papa Francisco ao Brasil pela TV Globo. Apesar do ufanismo da emissora, da mania de transformar tudo em espetáculo, a cobertura teve muitos pontos positivos e foi possível saber um pouco mais sobre “Sua Santidade”. O novo líder da Igreja Católica tem carisma, uma simpatia contagiante e demonstra uma simplicidade necessária aos verdadeiros cristãos. Lembra mais João Paulo I, aquele que morreu com apenas um mês de pontificado, do que os outros que vieram depois.

O fato de ser o primeiro papa da América Latina, o discurso, o despojamento, as atitudes, contribuem com o fortalecimento da Igreja e quem sabe podem ajudar o mundo a se libertar mais do ódio, das desigualdades, da injustiças, da falta de amor.

Alguns querem criticar o papa e sua igreja por condenarem o aborto, não aceitarem o casamento entre pessoas do mesmo sexo e por insistirem no celibato. Ora, mesmo os que pensam diferente deviam entender que os católicos e os cristãos em geral não podem pensar de outra maneira, pois suas ideias seguem os preceitos bíblicos.  Um sacerdote não pode ver o mundo com os olhos de um leigo, um médico ou um cientista. Neste caso ele corre o risco de negar ou renegar a própria fé.

Francisco é uma boa novidade neste mundo conturbado de tanta intolerância. A Igreja, com seus erros, seus pecados e seus muitos acertos é necessária e ainda tem muito a dar a humanidade.

"O Papa é muito fofo" e paciente

A tolerância do Papa seria mais uma vez posta à prova no Palácio Guanabara, quando resistiu sem cochilar ao interminável discurso da presidente Dilma.

O Papa Francisco, que por um engano de trajeto acabou nos braços do povo, vai encontrar um país onde há descrença na política e uma igreja às voltas com um preocupante declínio. Segundo pesquisa do Datafolha, os católicos ainda são maioria, mas já foram bem mais do que os 57% registrados agora. 

Em 2007, eram 64%, e há 20 anos, 75%, enquanto cresce o número dos evangélicos, uma concorrência difícil de enfrentar, já que eles praticam uma religião-espetáculo mais midiática, que oferece a preços variados recompensas imediatas aqui na Terra, não só no céu. Em relação aos políticos, o seu choque cultural vai ocorrer quanto aos costumes.

Habituado à simplicidade e à moderação, o Jorge Bergoglio, que como cardeal andava de ônibus, e o Francisco, que, como Pontífice, trocou os trajes alegóricos pela batina branca, o sapato vermelho pelo preto, a pompa pelo despojamento, vão estranhar que no Brasil parlamentares e governantes prefiram a mordomia de pegar carona em avião e helicóptero oficiais. 

A propósito, dificilmente um político brasileiro passaria pelo teste de popularidade a que foi submetido o Papa logo depois de chegar. Aconteceu quando o carro que o conduzia tomou uma pista errada no Centro da cidade e acabou preso no trânsito, ficando imobilizado por alguns minutos. 

Imediatamente cercado por uma multidão comovida e excitada, tentando tocá-lo de qualquer maneira, a cena deixou os seguranças tensos com o que poderia acontecer. Assistiu-se, então, a um impressionante e inesperado espetáculo, nunca visto nas ruas do Rio. Sereno e sorridente, sem levantar o vidro que manteve o tempo todo aberto, Francisco parecia achar tudo natural, até mesmo quando, além de mãos e braços, enfiaram pela janela um bebê para que ele beijasse e benzesse. 

A tolerância do Papa seria mais uma vez posta à prova no Palácio Guanabara, quando resistiu sem cochilar ao interminável discurso da presidente Dilma, que, em vez de dar rápidas boas-vindas a um viajante exausto, fez um relatório do tipo “olha, Santidade, como estamos trabalhando”.

 A fala do nosso visitante foi mais curta e mais interessante, com tiradas dignas do grande comunicador que é. Foi muito aplaudido quando disse: “A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo.” “Cristo bota fé nos jovens.” Por tudo isso, acho que a melhor definição dele foi dada por uma dessas garotas peregrinas que enfeitaram a cidade nestes dias: “O Papa é muito fofo.” E paciente.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Papa Francisco, novo garoto propaganda da Fiat

Tentando ser o mais discreto possível, Papa circula pelo Rio de Fiat Idea sem nenhuma alteração. A Fiat cedeu veículos para a Jornada Mundial da Juventude, mais não sabia, a princípio, que o Vaticano, por orientação do Papa Francisco, tinha planos de utilizar um dos modelos, para os deslocamentos onde o papamóvel não será utilizado.
Foto: Hudson Pontes/Agência O Globo

Hoje pela manhã indo para Aparecida no Fiat Idea - "Graças a Deus, estamos muito gratos”, disse um representante da Fiat ao ser questionado sobre a exposição positiva da marca.


O mundo todo assistiu pela televisão, ao vivo a passagem do Papa pelas ruas do Rio de Janeiro a bordo de um Fiat Idea prateado que será o carro constante do Papa Francisco, em sua viagem ao Brasil, todas as vezes que não estiver utilizando o Papa Móvel.

A montadora FIAT não perdeu tempo e publicou em sua página oficial no Facebook uma foto do carro com a frase "Boa Idea, Francisco".

O papamóvel oficial (Mercedes-Benz G500) será substituído em alguns deslocamentos pelo Idea durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro.

Foto: Stefano Sales/Agência O Globo

Custa cerca de R$ 45 mil o Fiat Idea que transporta o Papa Francisco no Brasil, escolhido por ser prático (é alto e facilita a entrada e saída) e não é ostensivo, como queria o Papa
Quando soube que o Vaticano havia sinalizado que precisaria de um modelo simples e discreto para transportar o Papa em alguns deslocamentos e a Fiat prontamente colocou à disposição do pontífice o portfólio completo da marca e os coordenadores optaram dois modelos: Idea e Bravo.

Duas unidades do Bravo, um branco e um preto, ambos da versão Essence 1.8 16V ficarão por conta da segurança do Papa e dois modelos Idea, um prata e um branco, versão Essence 1.6, transportará Francisco nos trajetos em que o papamóvel não será utilizado.

Segundo a Fiat,a escolha do Bravo foi pelo fato de ser um modelo com motor mais potente, o mais adequado para uso da segurança, já o Idea, de acordo com a montadora, é o mais confortável para o potífice, além de ter uma grande área envidraçada que permite ampla visão tanto dos fiéis do lado de fora do veículo quanto do Papa, no banco traseiro. O Vaticano não pediu nenhuma preparação especial do veículo, como blindagem ou qualquer tipo de película de proteção solar.

A Fiat informou que as placas do Idea vieram do Vaticano e cobrem as originais, de Belo Horizonte.

Através de sua assessoria de imprensa, a Fiat disse que dar apoio ao Papa em sua visita ao Brasil é uma questão natural, já que é uma montadora italiana.

O Papa Francisco também fica bem na foto, pelo gesto de humildade, pela repercussão de usar um carro de origem italiana, já que agora ele é o Bispo de Roma.

Obviamente que o departamento de marketing da Fiat não deixaria tal evento passar em branco e logo postou a ação no Facebook.














Especialistas comentaram com surpresa o fato do Papa ter circulado sem o cinto de segurança (o carro poderia ter sido, inclusive multado(?)) santa imprecaução, já que o Fiat Idea que ele utilizou, não possui equipamentos como airbags de cortina e laterais, nem controles de tração e estabilidade. A unidade usada por Francisco só tem airbags frontais e freios com ABS.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Papa chega a Aparecida para celebrar sua primeira missa

O avião do Papa Francisco decolou às 8h25 desta quarta-feira (24), da Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, em direção a São José dos Campos, no interior de São Paulo. A duração da viagem é estimada em 20 minutos.

Do aeroporto local ele segue para Aparecida. Ainda não está oficialmente confirmado se esse trajeto será feito por helicóptero ou de carro. Durante o caminho da residência do Sumaré até o Galeão, Francisco acenou para fiéis e chegou a andar com o vidro do carro aberto.

A visita a Aparecida foi um pedido pessoal do líder católico, devoto de Maria. O Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi inaugurado em 1980 pelo Papa João Paulo II, o primeiro sumo pontífice a pisar em solo brasileiro.

A missa será celebrada dentro do santuário para 15 mil fiéis, e não no pátio externo, para 250 mil - o Vaticano assim determinou alegando razões de segurança. Dos 15 mil que poderão acompanhar a missa no interior da igreja, cerca de 3 mil são convidados, autoridades e religiosos. As outras 12 mil pessoas tiveram de madrugar para tentar conseguir um lugar.

As portas abriram às 5h30 e a celebração estava prevista para começar às 10h30.

Do Blog de Magno Martins

terça-feira, 23 de julho de 2013

PAPA É POP NA GLOBO E SOFRE BOICOTE NA RECORD


As emissoras de TV do Brasil capricharam na cobertura da chegada do papa Francisco ao país. A Globo, que vive paquerando o espiritismo, ontem se tornou o mais católico dos meios de comunicação. O papa foi tratado como um ídolo pop na empresa da família Marinho. A TV Record, comandada por Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, preferiu boicotar Sua Santidade e deu mais ênfase ao ataque de tubarão a um turista, que aconteceu em Recife.

A Folha de São Paulo fez um relato completo da cobertura das emissoras de televisão. Segundo o jornal a Canção Nova, ligada à Igreja Católica, aproveitou a visita de Francisco para vender seus produtos e pedir dinheiro.

Leia o texto completo reproduzido no Portal UOL:

Ligada à Universal, a Record repisou exaustivamente as cenas "exclusivas" de um ataque de tubarão em Recife, para não abrir as câmeras ao papa Francisco. Recorreu também a uma interminável viagem de trem por Maranhão e Pará, no "Jornal da Record".

Quando entrou no assunto, afinal, aproveitou para anotar que manifestantes "reclamam do posicionamento da Igreja Católica sobre o aborto", destacando que no Uruguai, após a legalização, nenhuma mulher morreu do procedimento. Não é a primeira vez que a rede evangélica apela ao aborto para questionar a igreja concorrente.

Por outro lado, a Globo relatou com sorrisos largos a passagem pelas ruas do Rio, que deixou os fiéis "encantados com a simplicidade do santo padre", na locução do "Jornal Nacional".

"O papa é pop", dizia uma entrevistada. "Ele é gente como a gente", acrescentava outro. "A cada esquina ele faz novos amigos", ecoava o próprio repórter. O tom só mudou um pouco ao abordar o "confronto" entre manifestantes e policiais.

Ao longo de tarde e noite na Globo News, além dos padres comentaristas que dão ao canal de notícias um tom católico quase oficial, a apresentadora Leilane Neubarth anunciou a certa altura que o papa Francisco alcançou o que buscava: "Todos os corações já estão abertos para ele".

Entre as emissoras católicas, a Rede Vida foi mais sóbria, como é característica sua.
Já a carismática Canção Nova, entre pedidos de doação de dinheiro e até ouro nos intervalos, inclusive um que oferecia foto de Francisco em troca de R$ 20, avisou que quem assistisse às transmissões podia "lucrar com indulgências".

Explicou serem "graça de Deus" para os vivos ou para quem enfrenta "a purgação final no purgatório".

Das redes nacionais, a que abriu mais espaço à chegada do papa ao Rio foi a Band. José Luiz Datena narrou ao vivo no "Brasil Urgente", entre brincadeiras mais ou menos respeitosas, o congestionamento enfrentado por Francisco na avenida Presidente Vargas.

A seu lado, o filósofo Mário Sérgio Cortella, da PUC-SP, era chamado para comentar não só "o desprendimento desse argentino humilde", no dizer do apresentador, mas se os carros da comitiva "erraram o caminho"

domingo, 21 de julho de 2013

ELTON JOHN ELOGIA A HUMILDADE DO PAPA


O semanário Vanity Fair dedicou sua capa de julho ao papa Francisco. Com uma foto e a manchete "Francisco, o Papa Coragem", a revista antecipou a escolha do pontífice como "Homem do Ano". Para a Vanity Fair, os primeiros 100 dias do papa Francisco o colocaram à frente "dos líderes mundiais que fazem a história".

Seis entrevistados comentam sobre o papa: o escritor Erri De Luca; o pe. Virginio Colmegna, presidente da Fundação Casa da Caridade de Milão; a escritora feminista Dacia Maraini; o escritor não crente Giorgio Faletti; e os cantores Andrea Bocelli e Elton John.

Os comentários são muito interessantes, especialmente os daqueles que não são católicos e que já dirigiram críticas públicas à Igreja. Elton John, por exemplo, escreveu que "o papa Francisco é para a Igreja Católica a melhor notícia dos últimos vários séculos. Este homem, sozinho, foi capaz de reaproximar as pessoas dos ensinamentos de Cristo (...) Os não católicos, como eu, se levantam para aplaudir de pé a humildade de cada um dos seus gestos", porque "Francisco é um milagre da humildade na era da vaidade".

Andrea Bocelli, o cantor que aos doze anos ficou cego por causa de um acidente, revelou que ao ouvir as primeiras palavras do papa Francisco sentiu os olhos cheios de lágrimas. "O papa Francisco entrou no meu coração, conquistou meu coração com a sua humildade genuína, com o poder desarmante da sua fé, com toda aquela experiência vivida que ilumina as suas palavras e torna doce o tom da sua voz".

 (Fonte: Blog de Pe. Emerson/Zenit).