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quarta-feira, 11 de junho de 2014

MARINA ATRAPALHA VIDA DE EDUARDO CAMPOS

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, o candidato do PSB a presidente da República, Eduardo Campos, e sua vice Marina Silva, exibiram de público um rompimento político. 
 Em nota oficial, a Rede de Sustentabilidade, que a rigor nem existe oficialmente como partido, expôs as vísceras do desentendimento: a aliança do PSB com o PSDB em apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin.
Eduardo e Marina não falam mais a mesma língua. É tensa a relação. Encrenqueira e fundamentalista, a ex-senadora não levou um voto a mais para o socialista. As pesquisas são um retrato disso. Antes do acordo, Eduardo tinha 7% das intenções de voto e após 90 dias em campanha ao lado dela se mantém no mesmo patamar.
Números não mentem. O que Marina acrescentou? Nada. A rigor, os problemas não se resumem a São Paulo. A cabeça dura de Marina impediu que o candidato do PSB ganhasse um palanque extremamente competitivo no Rio Grande do Sul, já abocanhado por Aécio Neves: o da senadora Ana Amélia (PP), líder absoluta em todas as pesquisas para o Governo do Estado.
Ali, Eduardo teve que se aliar ao candidato do PMDB, José Ivo Sartori, que se apresenta com uma candidatura olímpica. Em Minas, Marina torrou tanto a paciência de Eduardo que o fez romper o acordo com Aécio, pelo qual o PSDB apoiaria o PSB em Pernambuco e lá a legenda socialista também não lançaria candidato próprio a governador.
Eleição se ganha somando e não subtraindo. Quando tentou a reeleição em Pernambuco frente a Jarbas Vasconcelos, tido como um candidato forte, mas que e revelou frágil por falta de apoios, Eduardo montou a maior coligação que se tem notícia na história mais recente da política estadual.
A estratégia para minguar Jarbas foi soma, mas Marina acha que eleição se vence com teses fundamentalistas, ortodoxas e estreitas, ou seja, adepta da subtração. O tempo vai passando a impressão que Marina pode ter sido uma grande utopia, uma grande frustração. Na verdade, um tiro de Eduardo no próprio pé. (Texto do jornalista Magno Martins).

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