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domingo, 8 de dezembro de 2013

Fluminense e Vasco são rebaixados para a segunda divisão


Vasco e Fluminense são rebaixados para a Segunda Divisão Foto: Marcelo Carnaval e Pedro Kirilos / Ag~encia O Globo

Vasco e Fluminense são rebaixados para a Segunda Divisão
MARCELO CARNAVAL E PEDRO KIRILOS / AG~ENCIA O GLOBO
JOINVILLE e SALVADOR - O futebol do Rio teve o domingo mais terrível de sua história. Fluminense e Vasco, dois gigantes que, juntos, já conquistaram oito vezes o Campeonato Brasileiro, foram rebaixados para a segunda divisão do ano que vem. 

O time de São Januário foi humilhado em Joinville e levou de 5 a 1 do Atlético-PR, em jogo marcado pela violência das torcidas, com briga generalizada na arquibancada, que deixou três torcedores gravemente feridos e provocou a interrupção da partida por uma hora e doze minutos. Já o tricolor venceu o Bahia de virada, por 2 a 1, em Salvador, mas a vitória não foi suficiente porque o Coritiba derrotou o São Paulo por 1 a 0, em Itu, interior paulista, e empurrou a equipe das Laranjeiras para a Série B. É o quarto rebaixamento do Fluminense, que caíra em 1996 (não disputou a Série B graças a uma virada de mesa), 1997 e 1998 (para a Série C). E o segundo do Vasco, que já tinha caído em 2008.

O Botafogo comemora: o alvinegro derrotou o Criciúma por 3 a 0, no Maracanã, e ficou em quarto lugar, na zona de classificação para a Copa Libertadores do ano que vem. O Botafogo se beneficiou da derrota do Goiás por 3 a 0 para o Santos, mas precisava da vitória do Vasco para terminar em terceiro. Os botafoguenses terão que torcer para a Ponte Preta não ser campeã da Copa Sul-Americana na próxima quarta-feira. Se o time de Campinas derrotar o Lanús na Argentina e conquistar o título, vai se classificar para a Libertadores e tirar a vaga do Botafogo, porque o G-4 do Brasileirão vai virar G-3.



Em Salvador, jogadores do Fluminense estavam muito abatidos ao final do jogo.
- Foi difícil, a gente sofreu muito este ano, com muitas coisas extracampo que pesaram. Vai ser um ano de reformulação, e temos que levantar a cabeça. Vai ser uma virada de ano com muitas críticas, mas a gente tem que se levantar. Quem ficar no Fluminense vai ter que trazer o time de volta - disse o meia Wagner.
O jogo em Salvador

O Fluminense passou muitos sustos no jogo em Salvador, e contou com pelo menos cinco grandes defesas de Diego Cavalieri. No primeiro tempo, foram três, aos 20, 28 e 29 minutos. Na etapa final, mais duas, aos 7 e aos 26. O Bahia abriu o placar aos 41 minutos de jogo, em chute de William Barbio na pequena área, após boa jogada e cruzamento de Marquinhos da esquerda. Depois do intervalo, o Fluminense mostrou que estava disposto a pressionar. Àquela altura, o Coritiba já vencia o São Paulo, e de nada adiantava virar o placar em Salvador. Mas foi isso que aconteceu: Rafael Sóbis foi decisivo em dois lances. Aos 10, ele fez jogada pela direita e Wagner aproveitou para empatar em 1 a 1. Aos 37, ele cruzou para a cabeçada de Samuel: 2 a 1 Fluminense.

Perto do fim, quatro jogadores do Fluminense perguntaram na beira do campo ao técnico Dorival Jr. como estava o jogo do Coritiba. Foram informados de que já terminara, e com a vitória do time paranaense. Souberam ali que o tricolor carioca estava rebaixado, independentemente do que fizesse em campo.

- Foi muito sacrifício, desfalcados de muitos jogadores, nas laterais, tentamos reverter, mas não deu - lamentou o zagueiro Gum. - Pedimos desculpas aos torcedores, vamos sofrer, mas é levantar a cabeça para o Fluminense voltar à primeira divisão. É se planejar e voltar a conquistar títulos novamente. Aí, sim, vamos cicatrizar com essa dor que hoje a gente está vivendo - completou

Como foi a queda do Vasco

Em Joinville, precisando vencer e dependendo de outro resultado para escapar do rebaixamento, o Vasco levou o primeiro gol logo aos quatro minutos. Paulo Baier cobrou falta na área, e Manoel, de cabeça, abriu o placar. Aos 17 minutos, a partida foi interrompida devido à briga na arquibancada. Após o recomeço, Edmilson empatou, aos 41 do primeiro tempo, em jogada de Yotún pela esquerda. Mas nem teve tempo para a torcida vascaína sonhar com a permanência na elite. Quatro minutos depois, Éderson, de cabeça, tocou no contrapé de Alessandro, que ainda escorregou na jogada.

No intervalo, o técnico Adilson Batista tirou Wendel e colocou Bernardo. Ainda mais exposto, o Vasco viu o Furacão passear em campo. Marcelo fez o terceiro aos 18. E ainda houve tempo para mais dois do artilheiro do Brasileiro, Éderson, aos 36 e aos 40. Fim de jogo: de um lado, festa para a torcida e jogadores do Furacão, que se garantiu na Libertadores do ano que vem. Do outro, mais uma página triste na história do Vasco.




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