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segunda-feira, 14 de março de 2011

Obama chega no sábado, domingo pega praia no Rio


O presidente americano, Barack Obama, desembarca em Brasília no dia 19, sábado, para uma visita de dois dias. Como Lula fazia uma política de morde assopra, a diplomacia americana achou mais coerente esperar pelo próximo presidente. Surpreendentemente, a ex-guerrilheira Dilma Rousseff tem acenado com uma política externa bem mais alinhada com os americanos que o seu antecessor. Quem diria? Entre outras coisas, já criticou indiretamente Ahmadinejad, tem mantido uma distância prudente de Hugo Chávez e por último tem dado amostras de apoio a linha adotada por Washington na atual crise dos países árabes.

Foto: Pete Souza /White House 
Obama, começa pelo Brasil, sua primeira viagem à América do sul


Postado por Junior Albuquerque
Fontes: R7, Blog do Reinaldo Azevedo, Super Interessante , Estadão, Estadão, Folha de São Paulo, Blog do Jamildo,blog de junior albuquerque, AFP, G1, BBC Brasil, Blog do Noblat


O presidente dos Estados Unidos, Barack Hussein Obama começará sua visita oficial ao Brasil, desembarcando na Base Aérea de Brasília neste sábado 19, às 8h. Estará acompanhado da mulher, Michelle Obama, e das duas filhas, Malia e Sasha.


No dia seguinte, 20, tem agenda no Rio de Janeiro de onde embarca para o Chile sua segunda e última etapa da viagem pela América do Sul.


Protocolarmente, às 10h será recebido com todas as honras de Chefe de Estado. Subirá, acompanhado da Presidenta Dilma Rousseff, a rampa do Palácio do Planalto, após revista as tropas, dos dragões da Independência, que desfilarão em sua homenagem. Ouvirá o Hino Nacional Brasileiro e lgo9 após será saudado com uma salva 21 tiros de canhões.


Seu primeiro compromisso em terras brasileiras, como não poderia deixar de ser, será uma reunião privada com a presidente Dilma Rousseff, em seguida ampliada com a participação de ministros brasileiros e seus correspondentes americanos, quando serão assinados protocolos e tratados comerciais.


Seguindo a programação, será servido um almoço no Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores) com a presença de dez grandes empresários brasileiros: as construtoras Camargo Corrêa e Odebrecht; a Coteminas, maior empresa têxtil do país; a Cutrale, gigante na produção de suco de laranja; a fabricante de aviões Embraer; a siderúrgica Gerdau; a mineradora Vale; a Stefanini, que atua na área de tecnologia da informação; a Aracruz, produtora de papel e celulose; e a Votorantim, conglomerado com braços nas áreas de cimento, mineração e metalurgia, siderurgia, celulose e papel, entre outros.
Foto: Divulgação
Em Brasília, a comitiva do presidente dos EUA ficará no hotel O hotel Golden Tulip (antigo Blue Tree), as margens do Lago Paranoá com vista para o Palácio da Alvorada, residência atual da presidenta Dilma Rousseff.


No domingo (20), Obama reunir-se-á com o governador Sérgio Cabral e visitará uma Unidade de Polícia Pacificadora em um dos morros carioca (o local ainda não foi divulgado). Está previsto também que o presidente americano, Barack Obama, fará, no Rio de Janeiro, um discurso “aberto ao público e dirigido a todo o povo brasileiro", em local, também ainda não divulgado.


Após os eventos oficiais Obama e a família, a esposa Michele e as filhas Sasha, de 11 anos, e Malia, de 9 anos, terão um fim de tarde turístico, espera-se que eles visitem o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor e uma praia.


A visita de Obama ao Rio, com essa programação, é uma importante propaganda e respaldo de constatação de segurança, para os eventos internacionais previstos para os próximos anos como a Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, na Cidade Maravilhosa.
Pré-sal, petróleo em águas profundas, na mira dos americanos.


Os acordos assinados por Obama, na sua visita ao Brasil, inclui um leque de projetos e pretensões diversas, como por exemplo, parceria para ajudar países africanos menos favorecidos a se desenvolverem; a construção conjunta de um satélite de monitoramento do clima e a possibilidade de os brasileiros que trabalham e pagam previdência nos EUA ao resolver voltar para o Brasil, poderão resgatar o que pagou no território americano e contar como tempo de serviço, na previdência brasileira.

O mais importante, porém, é que os governos, brasileiro e americano, estarão na ocasião, iniciando negociações envolvendo o petróleo do pré-sal.

O jornalista Carlos Tautzm comenta no Blog do Noblat:

“No longo prazo, o objetivo dos Estados Unidos seria fazer do Brasil o substituto dos instáveis países do Oriente Médio e da Venezuela, na condição de principal exportador de óleo aos EUA”.

E continua:

“Afinal, o mercado americano quer se livrar dos problemas que enfrenta com suas importações petrolíferas, sempre ameaçadas por convulsões em países árabes e muçulmanos ou pela eventual mudança de orientação política, como na Venezuela nacionalista de Chávez”.

Por outro lado, o Brasil, que vai precisar de muito dinheiro para realizar a exploração de petróleo em águas profundíssimas e um parceiro como os americanos são muito bem vindos.

De grande interesse público e político os temas do fim de visto nos passaportes dos brasileiros que pretendem visitar os Estados Unidos e o apoio do governo americano para que o Brasil tenha assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, poderão, segundo alguns, ser a grande frustração dessa visita.

Especula-se que serão anunciadas facilidades para a obtenção do visto, mas não a sua extinção definitiva.

Quanto o apoio de Obama ao Brasil no Conselho de Segurança da ONU, as especulações são maiores e mais acirradas. Caso o americano não expresse o seu apoio ao Brasil, como já fez a Índia, ao Japão e a Alemanha, a visita poderá se transformar em uma derrota da política externa brasileira.

Eliane Oliveira, comenta no O Globo:

”Segundo uma fonte do Departamento de Estado, a mudança na posição de Washington é uma possibilidade remota. Seria um “milagre”. Para o governo americano, o Brasil cometeu um “pecado mortal” ao votar contra a resolução do Conselho de Segurança sobre novas sanções ao Irã, em junho.”

”A iniciativa brasileira teria sido mais grave que a insistente busca pelo acordo nuclear com o Irã porque “comprometeu a própria credibilidade do sistema” e deu mostras da contaminação das decisões mais sensíveis de política exterior do País pela personalidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-chanceler Celso Amorim. “Foi uma burrada”, disse a fonte”.

”Para o Departamento de Estado, ainda não está claro se o governo de Dilma Rousseff, como continuidade da administração Lula, preservará a mesma linha de ação na área externa”- conclui Eliane Oliveira.

Pelo estilo Obama e as condições políticas do momento, “thepassiranews” aposta que o americano vai dizer "sim" as duas pretensões brasileiras: cancelará a necessidade de visto para entrada de brasileiros em território americano e declarará apoio a entrada do Brasil, como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

O gesto de Obama é será só um gesto, não significam compromissos que não possam ser revistos posteriormente, se as coisas não estiverem andando no seu agrado.
Os brasileiros, liberados do visto, poderão injetar bilhões de dólares a mais no negocio do turismo americano

Aparentemente o apoio de Obama é um sinal de prestígio para o Brasil, mas na realidade representa muito mais interesses americanos: brasileiros com vistos facilitados gastarão muito mais dólares nos Estados Unidos. Em 2009, 890 mil brasileiros gastaram R$ 4,4 bilhões nos Estados Unidos, dando ao Brasil a 7ª posição no ranking dos maiores visitantes. No ano passado, o número de brasileiros saltou para 1,2 milhão. O fim da exigência do visto poderia gerar R$ 10,3 bilhões de receitas extras aos americanos, pelos cálculos da US Travel Association. Em tempos de crise esse dinheiro é extremamente importante, para os americanos.

Quanto ao tema de apoiar o assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, com direito a veto as decisões mundiais, Obama está seguindo apenas a enxurrada, pois a geopolítica do mundo atual, não comporta mais o Conselho apenas restrito aos EUA, Rússia, Reino Unido, França e China.
Foto: Divulgação 
O Brasil disposto a pagar caro para ter um assento permanente no conselho de Segurança da ONU

O americano espera tirar proveito por ser ele o fiador dessas nações, novos ricos encantados com a bajulação e ávidos por poder.

Continuamos a afirmar que as pretensões brasileiras nascida no governo FHC e abraçadas por Lula, de ser membro permanente do Conselho de segurança da ONU, além de não trazer nenhuma vantagem nem para o Brasil nem para os brasileiros. Gera gastos enormes, atrai, para o nosso território, o terrorismo internacional e faz o governo, no meio de tantos problemas nacionais, ter que gastar energia e tempo opinando em questões, completamentamente, desassociadas dos interesses brasileiros.

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