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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Lero da continuidade ao maior programa de pavimentação de Taquaritinga do Norte


A terra do café se transformou, ao longo dos dois mandatos do prefeito Lero, em um canteiro de obras – ações que ampliaram a Infraestrutura de todo o município, com pavimentação asfáltica, calçamento e construção de equipamentos estratégicos como creches, praças, postos de saúde. Somente na pavimentação,  a gestão de Lero deu início em 2017 ao maior programa de pavimentação da história de Taquaritinga do Norte, foram mais de cem obras de pavimentação nos quatro cantos do município.

Na manhã desta quinta-feira, 08 de fevereiro, o prefeito vai dar ordem de serviço em mais uma rua no bairro Serrinha, em Pão de Açúcar. A rua de difícil acesso, localizada por trás do posto São José, vai levar conforto e segurança para a população, que só conseguia chegar em seus imóveis a pé.

“Todas as regiões de Taquaritinga do Norte foram contempladas e acolhidas pela gestão municipal, que cuida da cidade de forma plural. E essa rua da Serrinha mais uma desse bairro, vai beneficiar todo o bairro, pois a meta é deixar a serrinha 100% calçada até o final de nossa gestão. São quase quinze obras de pavimentação aqui no bairro Serrinha. Agora em março, durante a festa de São José, vamos anunciar mais um pacote de pavimentação para o distrito de Pão de Açúcar”, declarou o prefeito.

PRESIDENTE DO SIMPOL ACUSA GOVERNO DO ESTADO DE INTRANSIGENTE

 

Presidente do Sindicato dos Policiais Civis

Numa entrevista de rádio, no Recife, nesta quarta-feira pela manhã, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), chamou a governadora Raquel Lyra de intransigente.

"Sinceramente, esse governo é muito ruim de diálogo, muito ruim de política. Será que só vai escutar a voz dos policiais civis com movimento paredista, de greve? Nós queremos o diálogo. Pelo amor de Deus, governadora, vamos resolver a questão da segurança pública, ninguém aguenta mais de violência no estado", disse o sindicalista.

Os policiais promoveram uma manifestação ontem à noite, no centro do Recife. Depois, centenas deles ficaram em frente ao Palácio das Princesas, esperando uma negociação entre representantes da classe e o governo. Não houve entendimento e a greve da categoria foi anunciada, começando nesta sexta-feira, dia 9.

A greve será por tempo indeterminado e ocorrerá em pleno carnaval, deixando os foliões sem segurança da Polícia Civil. Os servidores reivindicam melhores condições do trabalho e valorização salarial.

"Estamos pedindo à governadora para abrir um canal de negociação pra  gente discutir a reestrutura da Polícia Civil, das investigações, que estão praticamente sem poder ser feitas por falta de condições de trabalho. Não é só a questão salarial", explicou Áureo.

Ele salientou que o governo "é de uma intransigência absurda".

Se a gestão de Raquel Lyra não vai bem até agora, a tendência é sofrer mais desgaste com o movimento dos policiais.

Na Assembleia Legislativa, o deputado bolsonarista Alberto Feitosa, que é coronel da PM, chegou a falar em impeachment de Raquel Lyra. Disse que ela vai no mesmo caminho de Dilma Rousseff e Fernando Collor.

O deputado João Paulo (PT), discordou do posicionamento do colega de parlamento. Segundo o petista, Raquel foi eleita democraticamente e não deve ser tirada do poder com ações golpistas e sim através do voto.

DONO DE PADARIA EM SÃO PAULO FICOU FAMOSO E SUMIU

 


O site Metrópoles, que tem 2 milhões e seguidores no Instagram, já divulgou pelo menos dois vídeos do empresário  empresário Silvio Mazzafiori, de 65 anos, é dono de padarias e empresas do ramo alimentício, entre elas o Empório Bethaville, com unidades localizadas em Barueri e Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo. 

Nos vídeos, Mazzafiori aparece tratando clientes de forma grosseira e ameaçadora. No segundo vídeo com o dono de padaria, ele aparece destratando uma mulher. No primeiro, visto por milhões de pessoas na internet, ele pega um pedaço de pau ao discutir com um freguês do seu estabelecimento.

Em ambos os casos toda confusão, causada por Silvio é porque ele não permite o uso de notebook ou tablets na casa comercial de sua propriedade.

O Metrópoles informou que em 2012 o empresário tentou se candidatar a vereador pela cidade de Jandira, também na Grande São Paulo, pelo Partido Trabalhador Cristão (PTC), com o nome Silvio Duca. No entanto, sua candidatura foi indeferida com recurso e Mazzafiori não teve votos.

Procurado pela reportagem do veículo de comunicação, Mazzafiori não foi encontrado. O site da padaria  foi retirado do ar. 

TURISMO INTERNACIONAL BATE NOVO RECORDE NO BRASIL

 

Marcelo Freixo, presidente da Embratur


Em 2023, o turismo internacional injetou US$ 6,9 bilhões, ou R$ 34,5 bilhões, na economia brasileira. O valor é 1,5% maior do que o arrecadado em 2014 durante a realização da Copa do Mundo no país, que foi de 6,8 bilhões de dólares. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central.

De acordo com Empresa Brasileira de Turismo – Embratur, a meta estabelecida no Plano Nacional de Turismo era de um acréscimo na receita gerada pelo turismo internacional de 8,58% em 2023, mas o resultado foi um crescimento anual de 41%. Em 2022, os turistas internacionais deixaram no Brasil US$ 4,9 bilhões. O novo Plano Nacional de Turismo, aprovado no fim de janeiro pelo Conselho Nacional de Turismo, estabelece como meta alcançar, em 2027, o montante de US$8,1 bilhões.

Marcelo Freixo, presidente da Embratur, celebrou o resultado obtido pelo turismo internacional no Brasil.

“Esse resultado histórico é fruto do trabalho realizado pelo governo Lula, que reconectou o Brasil com o mundo após 4 anos de isolamento internacional. O presidente sempre afirma que o Brasil da democracia, da diversidade, da sustentabilidade e do respeito voltou. O mundo entendeu o recado e está abraçando nosso país. Estamos muito orgulhosos de sermos parte dessa história e poder fazer com que o turismo gere emprego, renda e melhore a vida dos brasileiros”, afirmou Freixo, em nota da Embratur.

Eduardo da Fonte X Fábio Aragão: do pescoço pra cima também é canela.

 


       Oficialmente, até a presente data, nem da boca de Eduardo da Fonte, muito menos da boca do prefeito Fábio Aragão, saiu uma explicação oficial para o fim da parceria político-eleitoral entre os dois. Aliás, até pouco tempo, o silêncio do deputado era total, só quebrado recentemente através de figurinhas em grupos de wattsapp. Da parte do prefeito um acanhado eufemismo: “fim de um ciclo”. Silêncio também dos amigos que Da Fonte julgava ter na terra da suposta linha de trem. Mas, independente de explicações de ambos, o fato é que onze a cada dez pessoas sabem o motivo principal do afastamento: um rio Capibaribe de dinheiro. canalizado de Brasília, via Felipe Carreiras, com o intermédio do deputado Diogo Morais.

        Lembremos que Da Fonte de tudo fez para eternizar Diogo na sofrência de uma suplência na ALEPE.  Não se sabe por que, afinal, não havia ninguém do PP disputando a vaga do TCE e o deputado federal era parceiro de Diogo na região do Polo, principalmente em Santa Cruz. Sem falar no constrangimento imposto ao prefeito Fábio, de ver seu federal detonando seu estadual. O silêncio do prefeito pareceu um “lavo as mãos” de Pilatos. Deve ter arquivado a contrariedade no rincão da consciência, já que não poderia externar publicamente a decepção com a atitude do chefão do PP, por motivos políticos e, como vimos recentemente, através das mesmas manifestações do deputado nos grupos, por questões familiares, já que a parceria transcendia o compromisso eleitoral.

         Mas Diogo, depois de efetivado como deputado, buscou em Brasília um meio de dar um troco a Da Fonte, cuidando para fazer evaporar qualquer dilema na consciência do prefeito, oferecendo-lhe uma botija de 15 milhões em emendas, apenas como entrada, com a perspectiva de logo logo ser servido o prato principal, tipo um instituto federal. Tudo através do papai noel Felipe Carreras. Dessa forma, Felipe compensava o pouco espaço de Diogo como oposição a Raquel e  despejava no colo do prefeito os milhões de que tanto ansiava para turbinar a sua reeleição. E assim, assumiria o controle desse importante colégio eleitoral de mais de 60 mil eleitores.

        Todos esperavam uma reação de Da Fonte e ela veio. Primeiro, passou a articular uma união entre os grupos oposicionistas para fazer frente ao favoritismo do prefeito na eleição de outubro; segundo, saiu das sugestivas figurinhas, ou emojs, como queiram, e acusou, textualmente, o prefeito Fábio de ter traído o próprio pai. E finalmente, ingressou na justiça, através do PP, com um pedido para que um movimento, supostamente pré-carnavalesco, fosse reconhecido como propaganda política fora do período eleitoral. Esses três movimentos evidenciam um Eduardo da Fonte decidido a usar qualquer arma contra a reeleição do prefeito e a acusação de “traidor do pai” mostra que o deputado não vai pisar no pedal de freio, apenas no acelerador. Deve ter lá seus motivos, que transcendem, como foi dito acima, os acordos eleitorais, mas não foi uma atitude racional trazer a figura do senhor Fernando Aragão para o ringue político, em se tratando de alguém que não está mais no plano terreno. Deve ter sido doloroso para o prefeito assistir a tudo isso. Talvez mantenha o silêncio e deixe o deputado se engolfar sozinho.

          A campanha promete ser quente, não necessariamente por conta dos adversários, mas por causa do “sangue nos olhos” do deputado, certamente muito contrariado, porque não foi trocado no altar, mas já em pleno casamento e crente na fidelidade do cônjuge eleitoral. Pensava que a enquadrada que deu no PSB em local em 2020 fosse eternizar a gratidão do prefeito, sentimento que, na política, é tão firme como uma gelatina. Deve tentar fazer o mesmo agora, com os papéis invertidos. Certamente conversará com a governadora para que, no mínimo, não apareça na cidade. A neutralidade já seria um ganho político. Quem sabe assim precipite a ida do prefeito para o PSB, um caminho que parece natural. Raquel se cuide porque o amor político é efêmero, principalmente se ela chegar em 2026 sendo a Raquel que é hoje. 


Gisonaldo Grangeiro, "cearense" de Pernambuco, agrestino do Polo, professor efetivo da Rede Estadual de Educação do Estado do Ceará e da Rede Municipal de Educação de Fortaleza.

Adesões de peso reforçam projeto de Allysson e Batata


O pré-candidato a Prefeito pelo grupo calabar em Taquaritinga do Norte, Allysson Dias continua engrossando as fileiras de seu exército de apoiadores. Todo um grupo político, que disputou a prefeitura da Capital do Café em 2020, aderiu ao projeto de Allysson e Batata. Todos os principais suplentes e o vereador eleito da terceira via aderiram ao projeto, Milton que hoje preside a câmara, além dos quatros primeiros suplentes, Irmão Beto, Genilson, Geraldão, Neto da Vila e Eliane engrossam essa fila, além do candidato a prefeito, Fábio de Jairo que obteve mais de mil votos.

Na zona rural o projeto Allysson e Batata conquistou o apoio de várias lideranças importantes, entre eles Ouro da Pedra Preta que foi candidato com Jânio em 2020. A lista não para por ai, e na comunidade de Placas, o suplente de vereador, Rael, que também foi candidato pela oposição em 2020, se tornando o primeiro suplente com cerca de 400 votos também vai ajudou a aumentar ainda mais esse exercito. Outros nomes como o de Eliel Santiago, Laudeci, Zé Mario, Grazi, Aldo de Abel, o primeiro suplente de vereado Nélio da Ambulância, também se juntaram a essa fileira.

Em Pão de Açúcar além do nome Lero ser o principal cabo eleitoral pelo trabalho que tem feito no distrito, Batata veio reforçar o palanque e trouxe inúmeras adesões, inclusive a do candidato a vice prefeito o empresário Bá. Além de Bá, um dos maiores reforço do grupo para 2024, nomes como Joana, Valmir Cintra, Dr. Bruno, Vera, Dêra ajudaram a reforçar o palanque calabar para disputa.

Mas além do reforço desses nomes e de outros, o grande diferencial vai ser o trabalho que foi feito pela gestão do atual prefeito. Lero colocou em prática ainda no primeiro ano de sua festão, em 2017, o maior programa de pavimentação da história de Taquaritinga, calçando bairros inteiros, e mudando a história do município com obras de infraestrutura.

A base de apoio ao pré-candidato do calabar já soma mais de 150 nomes que aderiram ao seu projeto. Allysson e Batata ainda conta com apoio do atual gestor do município e com cinco dos onze vereadores, além de dezenas de suplentes que disputaram a ultima eleição em 2020.

sábado, 27 de janeiro de 2024

GOVERNO DO ESTADO VAI INVESTIR PERTO DE R$ 1 MILHÃO NO CINE SÃO LUIZ

 


O Governo de Pernambuco vai investir R$ 950.886,22 na restauração do Cine São Luiz, localizado na Rua da Aurora, no centro do Recife.

Já foi definida por licitação a empresa que vai executar o trabalho e o governo tem pressa em concluir a reforma, cobrada há muitos anos por artistas e participantes da cena cultural da capital.

O São Luiz é um patrimônio de Pernambuco, único dos cinemas do centro que sobreviveu, graças à intervenção do estado, alguns anos atrás.

“Estamos trabalhando para mudar Pernambuco em todas as áreas e a cultura não pode ficar de fora. A nossa gestão está atenta às necessidades do São Luiz e trabalhamos com muito afinco para que a restauração do cinema saia do papel o quanto antes. É compromisso do Governo que esse patrimônio cultural estará de portas abertas, recebendo antigos e novos espectadores e fortalecendo a produção audiovisual não só do nosso Estado, mas de todo o país”, disse a governadora Raquel Lyra (PSDB), desde o ano passado, revelando compromisso com a reforma da sala de exibição.

Segundo o jornalista Jamildo Melo, a  presidente da FUNDARPE, Renata Borba, afirmou que "a restauração do forro policromado do cinema São Luiz é uma etapa primordial que permitirá, além da recuperação do bem tombado e Patrimônio Cultural Material do Estado, a reabertura da sala para o público".

O Governo do Estado já foi alvo de protestos e apelos da classe artística pela entrega do equipamento público. A oposição também tem feito cobranças em relação a essa obra no setor cultural. 

GOVERNADORA RAQUEL LYRA DÁ AS COSTAS À IMPRENSA E ABANDONA COLETIVA

 


Uma cena provavelmente nunca vista em Pernambuco, aconteceu hoje, envolvendo a governadora Raquel Lyra (PSDB) e os principais veículos de comunicação do Estado.

Quando uma repórter fez uma pergunta à governante, relacionada com a troca de comando nas polícias Civil e Militar, a ex-prefeita de Caruaru "fechou a cara" e de nariz empinado abandonou a coletiva, dando as costas aos jornalistas.

Um vídeo registrou a cena lamentável e foi divulgado no Blog Cenário,  pelo jornalista Magno Martins e outros profissionais da imprensa.

Lamentavelmente, uma parte da mídia, inclusive da capital, preferiu ignorar o fato.

Nas páginas que divulgaram a atitude da governadora, muitos comentários dos internautas, a maioria deles criticando o gesto de Raquel Lyra.

Muitos acharam que ela está repetindo o ex-presidente Messias Bolsonaro, que costumava ter esse tipo de atitude em relação à imprensa.

Se a popularidade da ex-prefeita de Caruaru está em baixa, conforme as pesquisas do ano passado, não é agindo assim que a situação vai melhorar.

Algumas pessoas ainda tentam defender. Tem gente pra tudo. Mas não há justificativa.

Mesmo que a repórter tivesse feito uma pergunta com viés partidário ou grosseira, o que não foi o caso, não é admissível que a governante dos pernambucanos aja dessa maneira.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2024

Expoentes da Terceira Via fecham com Allyson Dias


Não é comum uma terceira força política quebrar uma disputa tradicional de décadas entre outros dois grupos políticos numa pequena cidade do interior. A política dos “grotões” é movida pela paixão, pelo lado, pela cor e independe se o gestor faz ou não uma grande administração, exceto se for uma tragédia política indefensável. Normalmente um feijão com arroz é o suficiente para eleger um candidato. Muito parecida com a paixão pelo futebol. Não obedece a racionalidades, Agora imaginem quebrar a polarização numa cidade onde o prefeito é bem avaliado e vai disputar a reeleição, outro ingrediente complicador para quem se coloca como alternativa à dicotomia.

Santa Cruz do Capibaribe, apesar dos seus mais de 100 mil habitantes, sempre esteve acostumada ao FLA-FLU político. Por isso que o surgimento de uma terceira força surpreendeu. Força essa que por milímetros eleitorais não conquistou o comando da prefeitura. Talvez um certo “elitismo” tenha tirado a vitória, já que foi a zona rural que impediu o “segundo” de chegar em primeiro. De qualquer forma, suplantou o candidato da situação e deu um calor no atual mandatário. Terminou por se consolidar como grupo político viável e ator indispensável para a formatação de costuras políticas futuras e a prova estamos vendo agora.

O mesmo não se deu com a terceira via que se lançou ao desafio de quebrar em Taquaritinga do Norte a guerra entre os grupos Gravatinha, que dominou por três eleições, e Calabar, que comanda a cidade desde o ano de 2000, disputa que começou na eleição memorável de 1988. È tanto que o candidato Gravatinha em 2020 era o mesmo de sempre, Jânio Arruda e sua coleção de revezes diante do Calabar, o que não impediu o tradicional adversário, mesmo com a máquina na mão, de passar por grande tensão eleitoral para derrotar o oponente de sempre.

Diferente de Santa Cruz, a terceira via de Taquaritinga passou muito longe da vitória, sequer chegou a ameaçar, mas a performance pode ser considerada vitoriosa, uma vez que conseguiu eleger um vereador, Milton Cícero, o qual se tornou presidente da Câmara Municipal, por uma circunstância política especialíssima, mas não menos valorosa. E os mais de mil votos do candidato a prefeito, Fábio de Jairo, terminaram por interferir no desfecho do pleito. Primeiro porque o grupo Calabar viu sua histórica vantagem eleitoral diminuir em Pão de Açúcar, segundo porque o prefeito Lero foi reeleito com 48% dos votos contra 52% da soma dos seus dois adversários. Com um discurso mais focado sobre a administração, a terceira via terminou por se confundir com o principal grupo oposicionista, os Gravatinhas.

O fato é que esse grupo alternativo ganhou peso político, principalmente por comandar o legislativo municipal, posição chave para qualquer administração. Não se configurou, de cara, como aliado, mas não dificultou a vida da administração Lero, o que sinalizou um esperança para uma futura caminhada política. Pelo peso político da função, a terceira via poderia até pleitear uma presença na chapa majoritária. Daí se considera que, a despeito de não ter quebrado o secular clássico Gravatinha-Calabar, pela dificuldade de sempre e por alguns equívocos de campanha, a terceira via encorpou uma expressão política desejada pelos quatro ou cinco nomes que no momento se colocam como opção para prefeito.

Ao aderir, finalmente, ao grupo Calabar, expectativa que já era alimentada há meses, terminou fortalecendo o grupo do prefeito Lero, cujo pré-candidato é o estreante Allyson Dias. Faltava esse gesto político explícito para consolidar o nome de Allyson, um importante gol que anima a militância e, naturalmente, causa preocupação nos pré-candidatos adversários. Não só preocupação eleitoral, mas preocupação com a possibilidade de esse reforço político abrir uma avenida de adesões, fazendo um estrago eleitoral na oposição, que reagiu imediatamente, ao jogar nas redes sociais contradições políticas entre os recém-aliados. Um sintoma claríssimo de que os desafiantes, de sempre e recentes, “sentiram o golpe”. Passaram o recibo ao minimizar a adesão, circunscrevendo-a a dois nomes e contando com a ausência de outros pesos-pesados. Mas o combo veio completo.

A próxima eleição vai ser diferente e desafiadora. Diferente porque, a preço de hoje, teremos quatro candidaturas, ou seja, uma via a mais. Desafiadora porque serão três batendo contra um. Vai ser uma campanha emotiva, que resgatará símbolos do passado. Mais do que propostas, os candidatos vão se agarrar às cores para sensibilizar o eleitorado, estratégia acertada para uns e equivocadas para outros.

Gisonaldo Grangeiro, "cearense" de Pernambuco, agrestino do Polo, professor efetivo da Rede Estadual de Educação do Estado do Ceará e da Rede Municipal de Educação de Fortaleza.

SANTA CATARINA JÁ TEVE 17 PREFEITOS PRESOS POR CORRUPÇÃO

 


Em Santa Catarina, estado mais bolsonarista do Brasil, onde existem mais de 300 organizações neonazistas, 17 prefeitos já foram presos nos últimos tempos.

O último foi esse aí da foto, Douglas Elias.

Todos os gestores que pegaram cadeia estão envolvidos em corrupção e são ligados ao ex-presidente da República, alguns deles filiados ao PL. 

A região Sul do Brasil se tornou ultraconservadora. Em Santa Catarina, Paraná e em parte do Rio Grande do Sul existem muitos que se julgaram superiores. Gostam em especial de xingar os nordestinos.

O trabalho da polícia, no entanto, mostra que na realidade em Santa Catarina o que não falta é político desonesto.

Foram prefeitos eleitos, que botaram a mão no dinheiro do povo. De certa forma, refletem o pensamento da maior parte do eleitorado.

FAMÍLIAS COMPRAM MAIS NOS SUPERMERCADOS COM A GESTÃO DE LULA

 


Com Lula, está mais fácil encher o carrinho do mercado: cesta básica de 12 produtos ficou 4,82% mais barata

Medidas adotadas pelo governo Lula, como a valorização do salário mínimo, a atualização da tabela do Imposto de Renda o novo Bolsa Família, permitiram que as famílias brasileiras comprassem mais em 2023, especialmente no fim do ano. 

É o que mostra pesquisa apresentada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Segundo o levantamento (acesse aqui os dados), o consumo nos lares brasileiros teve alta de 3,09% em 2023, na comparação com o ano anterior. O resultado é maior do que a entidade havia projetado (2,50%). 

Em dezembro, o aumento foi de 18% em relação a novembro, maior resultado registrado nos últimos dois anos. E, quando se comparam dezembro de 2023 e dezembro de 2022, a alta observada no consumo foi de 10,73%.

Comer ficou mais barato

O estudo também confirma o que outros levantamentos já apontaram: no primeiro ano do governo Lula, comer ficou mais barato. O Abrasmercado, indicador que mede a variação de preços nos supermercados, encerrou o ano com queda 4,22%, maior redução registrada desde 2017. 

O índice leva em conta 35 produtos de largo consumo, incluindo alimentos, bebidas, carnes, produtos de limpeza, itens de higiene e beleza. Mas, segundo a Abras, as maiores quedas ocorreram nos alimentos.

Na cesta de 12 produtos alimentícios básicos, nove dos itens avaliados ficaram mais baratos em 2023: 

Óleo de soja (-28%)

Feijão (-13,78%)

Carne bovina – cortes do dianteiro (-11,60%)

Carne bovina – cortes do traseiro (-9,44)

Farinha de trigo (-9,14%)

Café torrado e moído (-9,07%)

Leite longa vida (-7,82%)

Margarina cremosa (-6,38%)

Massa sêmola de espaguete (-2,34%). 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Depois de 17 anos, o calabar folia vai voltar com força total


Depois de 17 anos, um dos maiores eventos de Taquaritinga do Norte deve voltar com força total. O Calabar Folia foi criado em 1996, como forma de resistência do grupo político Calabar, que na época era oposição, e que encontrou na criação dessa festa uma forma de chegar forte junto ao público mais jovem.

Uma geração
marcado por esse
 grande evento.
A festa continuou nos anos de 1997, 1998 e 1999 como carnaval fora de época e só voltou em 2007, esse realizado no distrito de Pão de Açúcar, se firmando como um evento tradicional de Taquaritinga do Norte. Agora, com a empolgação da volta de nomes históricos, que lá atrás realizaram o evento, o Calabar Folia volta em abril e será realizado mais uma vez em Pão de Açúcar. 


O mesmo grupo de amigos, que lá atrás criou o evento como forma de resistência e que depois virou o carnaval fora de época de Taquaritinga do Norte, vai realizar esse evento que certamente terá um grande público que vai reviver os grandes momentos do Calabar Folia que marcou toda uma geração.

ANTÔNIO CAMPOS RASGA ELOGIOS À GESTÃO DO PREFEITO DO RECIFE

 

Os irmãos Antônio e Eduardo Campos

Advogado Antônio Campos, irmão de Eduardo Campos, acenou com a bandeira da paz para a família.

Desde a morte do irmão, que governou Pernambuco por dois mandatos, Tonca, como é chamado pelos amigos, se desentendeu com os familiares.

Disputou a prefeitura de Olinda, pelo PSB, tendo perdido a eleição para o professor Lupércio. Ele acusa o Partido Socialista de tê-lo traído na campanha.

No Governo Bolsonaro, Antônio Campos dirigiu a Fundação Joaquim Nabuco.

Ele pretende disputar novamente a prefeitura de Olinda.

Veio a público, através do Blog do Magno, rasgar elogios à gestão do sobrinho João Campos no Recife. "Se fosse eleitor do Recife votaria nele", disse o advogado.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Nem “paima”, nem “perua”, é esperteza mesmo.

 


Já faz um tempinho que o prefeito Lero fez um estrago no terreiro da oposição, repatriou para o ninho Calabar o trator de Pão de Açúcar, Luís Floriano, o conhecido Batata. Quem imagina que um time contrate um Messi para ele ficar no banco de reservas? Obviamente já chega com a condição de titular. Resta, claro, uma possibilidade de ficar no banco, mas apenas diante de uma eventualidade da qual não se tem controle: um problema de saúde, uma decisão pessoal, uma questão jurídica. Então, ao voltar para o campo político onde sempre esteve, Batata veio com a expectativa de ocupar o lugar de vice na chapa de Alysson Dias. Uma pretensão lógica, natural, pacífica, de lado a lado, de quem chegou e de quem recebeu. Tanto é que meses se passaram e não se ouviu uma voz de contrariedade com a possível chapa AB.


O cálculo é muito simples, Batata tem experiência política, disposição incomum numa campanha eleitoral é de Pão de Açúcar, requisito indispensável para se formar uma chapa vitoriosa e tem respaldo, digamos, “logístico”. Não se conhece, pelo menos publicamente, personagens históricos do grupo Calabar, em Pão de Açúcar, que vete o nome de Batata na vice. Passaram-se meses para que algum muxoxo pudesse vir à tona. Em todas as entrevistas, tanto Lero, quanto Alysson, assim como o próprio Batata, deixaram bem claro que o grupo dispunha de grandes nomes políticos para se apresentarem como vice, desde que a conjuntura política os cacifasse. Então, Batata é a preferência quase unânime, mas sem desvalorizar outros expoentes do grupo.

Agora, nessa virada de ano, de repente, alguém anda alimentando uma perua, perdendo até o time gastronômico, ou seja, se tivesse surgido no Natal, não contemplando o quinta-colunismo de dois ou três enrustidos, como barganha, servir-se-ia pelo menos como quitute natalino, acompanhado de um bom espumante do Vale do São Francisco. Pergunta-se: a quem serve estimular essa quimera de que o secretário de articulação política Dudinha deseja disputar com Batata o posto de vice na chapa Calabar? Se fosse uma fake da oposição, nada mais natural, abreviar a sequência espetacular de vitórias dos vermelho autênticos. Não tendo esse alguém, vira-se a página e fabrica-se uma pauta negativa. È do jogo eleitoral, inclusive requentar uma declaração, vazia de conteúdo, feita no calor de uma disputa eleitoral.

Então, estranha-se que estejam se valendo de uma certa ingenuidade do secretário Dudinha e estejam lhe estendendo uma corda, fazendo-o crer que pode entrar na chapa, tirando o já consolidado nome de Batata. Essa corda, partindo da oposição, sim, jogo naturalíssimo. O que não é natural é um “movimento” interno de uma ou duas pessoas, despersonalizado, conduzido por alguém que tenha algum interesse eleitoral. Mas, como diz o ditado, a esperteza também pode comer o gato. Da boca do secretário Dudinha não saiu, publicamente, um “desejo ser vice” ou “quero disputar a indicação com Batata”. Aliás, ele até nega e atribui o boato aos “caras que estão falando isso”. Percebe-se claramente uma forçação de pauta, quem sabe com o intuito de valorizar o passe de algum “atleta” ou então, como diz a música “eu vou fazer um leilão, quem dá mais pelo meu coração”. De qualquer forma, o secretário também se acautele e se pergunte: “sou tão popular assim? Meu nome sendo tão comentado nas comunidades? Ou tenho algum atrativo não eleitoral?”.

Por mais forte que seja um prefeito, ele precisa ser racional na montagem da chapa que pretende apoiar para sua sucessão. O papel de vice é estratégico para complementar a capacidade eleitoral do cabeça de chapa. Complemento esse que não leva em conta apenas o potencial de votos. Claro que há muitos nomes no grupo Calabar com capacidade para figurar como vice, mas o conjunto da circunstância política favorece Batata, um Calabar histórico. 

Apenas uma situação especialíssima poderia alterar a chapa e não é o caso do secretário Dudinha, que está sendo objeto de algum interesse de quem vê nessa “perua” uma oportunidade para , posteriormente, saltar do muro para o lado mais promissor. O grupo Calabar tem o desafio de partir para mais um mandato, mas dispõe das condições político-eleitorais para disputar como favorito. “Peruas” como essa do secretário Dudinha na vice mostram como a oposição aposta num erro interno do grupo situacionista para tentar interromper a trajetória de vitórias. Não deve dar certo porque até o próprio secretário vai perceber que esse “amor” por sua candidatura pode ser um “golpe do baú”.


Gisonaldo Grangeiro, "cearense" de Pernambuco, agrestino do Polo, professor efetivo da Rede Estadual de Educação do Estado do Ceará e da Rede Municipal de Educação de Fortaleza.

TEMPUS FUGIT


 Para começo de conversa, em 2024, desejo partir de letras que tragam provocações de esperança, sem cair na pieguice da praga da autoajuda, é importante renovar a esperança, mas não aquela que se tem ideia, ou seja, ficar esperando que as coisas caiam do céu enquanto você nada faz para concretizar objetivos, não basta esperar que o universo esteja conspirando a seu favor, é preciso ter coragem de agir, porém, agir com planejamento, nada mais perigoso do que gente sem planejamento com atitude, geralmente pensam ajudar quando estão atrapalhando a si e aos outros.

Estamos em um ano de muitos desafios pela frente, recuperar nossa economia, melhorar os índices educacionais e diminuir a evasão, em especial no ensino médio são alguns dos muitos obstáculos pela frente, e também como não poderia deixar de ser lembrado que estamos em ano de eleição, e a escolha nas urnas vai alterar o executivo e o legislativo municipais, portanto, vamos às urnas para escolher aqueles que na política estão mais próximos, prefeitos, prefeitas, vereadores, vereadoras.

Que tem a esperança a ver com isso? Fácil de responder, temos a esperança de que os cidadãos e cidadãs escolham seus representantes com mais cuidado, não se pode pensar eleição apenas como festas e depois um simples apertar de botões, escolhas mal feitas contribuem para que nossas cidades sejam administradas por desastrados que não deveriam ocupar lugares de tão grande importância. Não gosto dos pessimistas, eles só veem o mundo com a lupa da desgraça, porém, devo assumir que pelas cidades por onde ando, em especial no interior, as conversas giram em torno de quem é que vai ganhar, quem vai ser o candidato ou a candidata, não percebem-se discussões em torno dos problemas das cidades e quem são aqueles que tem boas propostas para melhorar, também não vemos propostas da maioria dos pré-candidatos, boa parte deles estão ocupados demais com a pré-candidatura para perder tempo pensando em bem-estar social.

Tempus Fugit, essa frase em latim não é língua morta, o tempo foge, e não espera por nós, logo, se é para ter esperança que seja agora, mas uma esperança com ação, que sejamos soldados fiéis ao propósito comum a todos, do contrário vamos travar enfrentamentos em favor apenas dos próprios interesses, em “ano de política”, como falam alguns por falta de entendimento de que política se faz todo dia, as eleições são uma grande opção para renovar as nossas energias no que tange a confiança na democracia, que se não for cuidada, o futuro pode ser muito pior, e quando é o futuro? Não chegamos lá, portanto, o tempo é o agora. No mais, fica o dito para ser reescrito e ponto final.


Professor Rimário

Graduado em História, Pós-graduado em História Contemporânea, Pós-graduado em Ciências da Educação.

FILME SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS COMPLETA 35 ANOS

 



O filme "Sociedade dos Poetas Mortos" completa exatos 35 anos em 2024,  desde o seu lançamento.

É cinema da melhor qualidade, que marcou a vida de muitas pessoas, de 1989 até os dias atuais.

Longa tem a direção do australiano Peter Weir, cineasta que assinou outros excelentes trabalhos, como "A Testemunha", com Harrison Ford, o "Show de Truman (Jim Carrey) e o mais recente "O Caminho da Liberdade".

Sociedade, estrelado por Robin Williams em sua melhor forma, permite muitas leituras.

É uma crítica ao autoritarismo da escola e da sociedade em geral.

Numa escola tradicional dos Estados Unidos, adolescentes são submetidos a uma rígida disciplina, são pressionados a manter uma tradição de muitos anos com o objetivo final de ingressar na Universidade, como engenheiros, advogados ou médicos, de preferência.

Chega um professor novo no colégio, John Keating e quebra o protocolo, subverte as regras, contrariando a direção e outros docentes.

Seus jovens alunos, porém, ficam encantados.

Começam a gostar de poesia, passam a apreciar Shakespeare e outros autores clássicos.

As aulas de Keating são divertidas, deixam os estudantes felizes.

Aprendem a pensar e são tomados por desejos de libertação.

Seguindo os caminhos do professor, quando aluno da escola, fundam a Sociedade dos Poetas Mortos.

Um pequeno grupo se reúne numa gruta, longe dos olhos da direção e dos professores mais rígidos, para ler poemas de autores consagrados e também de sua própria autoria.

Neil Perry, um dos alunos, integrante da sociedade, tem paixão pelo teatro e deseja fazer artes cênicas.

O pai, porém, pra lá de autoritário, proíbe o garoto de fazer o que gosta e quando o rapaz o desobedece tira-o do colégio para mandá-lo para uma escola militar.

Objetivo é torná-lo médico, dar ao filho as chances que ele não teve.

Pressionado, triste, Neil tira a própria vida.

A notícia logo chega à Academia de Elite, deixando seus colegas transtornados.

O pai do suicida, responsável pela tragédia,  transfere a culpa para o professor, que na sua visão influenciou negativamente os estudantes.

Direção da escola também se exime de qualquer culpa e resolve fazer de Keating o "bode expiatório".

Embora ficção, "Sociedade dos Poetas Mortos" tem muito a ver com a realidade.

Nos Estados Unidos, na Inglaterra, no Brasil, em muitos lugares os colégios eram excessivamente rígidos, a educação funcionava como uma camisa de força.

Jovens mais sensíveis, principalmente os inclinados às artes, sofreram traumas terríveis nesses lugares.

Os métodos pedagógicos retratados no filme foram mais comuns na primeira metade do século XX. Mas ainda hoje existem resquícios desse modelo, até mesmo em alguma escola perto de nós.

Keating foi derrotado? É errado dar liberdade e ensinar a pensar?

Foi injusto colocar a culpa nele, pela morte do garoto?

A resposta a essa pergunta pode ter sido dada no próprio filme, com uma improvisada rebelião dos adolescentes, na despedida do professor.

Boa parte deles desafia o atônito e autoritário diretor, ao subir na carteira escolar e saudar o mestre, chamando-o de capitão.

Ele sorri, agradece e fica a mensagem que ecoa até hoje.

Em algum lugar haverá lugar para a filosofia de Keating, sua prática pedagógica será valorizada e o lema da Academia Americana poderá um dia ser esquecido, depois de desmoralizado.

"Tradição, honra, disciplina e excelência". Na verdade isso é puro fascismo, hipocrisia, uma camisa de força que na tela ou na vida pode levar outros a desistirem da caminhada.

Principal trabalho na carreira de Robin Williams, "Sociedade dos Poetas Mortos" ficou na memória, marcou a vida de muitos. Como o garoto do filme, o ótimo ator americano também tirou a sua própria vida, quando estava na meia idade. 

"Sociedade" é um dos melhores filmes de temática educacional já realizados (e olha que têm outros muitos bons). Três décadas e meia depois continua atual, encerrando grandes lições, servindo de bússola para professores de mentes arejadas. Vale a pena ver e rever.

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

Feliz primeiro de janeiro de 2023, professor, parcelado em duas vezes sem juros


 Bem me quer, mal me quer, bem me quer, mal me quer... A brincadeira não é mais tão usual, mas ainda habita a memória de muita gente, mesmo nas gerações mais modernas e menos românticas. Ainda assim, lá do Jardins do Capibaribe, saíram as pétalas que inebriariam os corações dos professores na campanha eleitoral de 2020. Houvesse um troféu em disputa eleitoral, o prefeito Fábio teria recebido uma premiação inédita, o candidato mais fofo. Além dos surrados clichês típicos desse momento social: prometo isso, prometo aquilo, vou fazer isso, vou fazer aquilo, o então candidato distribuiu flores aos professores. Compreende-se muito bem a necessidade das promessas já que o objetivo número um é a conquista do voto. Sabe-se também que muita coisa fica no plano do “prometo”. 

           Porém, receber uma flor, símbolo máximo do romantismo, derrete o mais pétreo dos corações. Faz muita diferença numa campanha eleitoral acirrada. A fofura precisaria ser recompensada, principalmente quando seguida daquele “vou conceder todos os reajustes que a categoria tiver direito” E os mestres não imaginariam que, no intramuros da consciência, sua excelência já havia contado as pétalas, que terminariam no “mau te quero”. No ano passado, a fofura romântica da campanha eleitoral foi parar no Supremo Tribunal Federal. O prefeito não se satisfez com a não concessão do reajuste determinado pelo MEC. Poderia ter feito como muito fizeram, simplesmente negar o aumento, ou pagá-lo parcialmente. Mas não, além da desgastante campanha salarial, onde o gestor se achava amedrontado, ameaçado em se reunir com a categoria, onde pisou na cândida promessa da campanha, sua excelência  foi à Justiça Federal para acabar com essa conquista histórica do magistério, o reajuste anual, baseado na lei do piso. Ou seja, não só Santa Cruz do Capibaribe ignoraria a portaria anual do MEC, mas qualquer um dos mais de 5 mil municípios brasileiros.

           Felizmente a liminar conquistada pelo prefeito foi suspensa no TRF da 5ª região, e o perigo de uma jurisprudência nacional foi afastado, com a promessa do prefeito Fábio de não recorrer da decisão, ou seja, o moço das pétalas de rosas não concederia o aumento, continuaria utilizando verbas do FUNDEB no órgão municipal de previdência, mas acataria a decisão da justiça regional, inclusive prometendo, para mostrar mais firmeza, não recorrer da decisão que cassou a liminar. Aliás, a decisão que revogou a liminar considerou uma ilegalidade a ação do prefeito de contestar a validade jurídica da portaria do MEC. Novamente, o prefeito ignorou as rosas e a promessa da promessa e recorreu ao Supremo, perdendo novamente. Por trás daquele gesto de enternecer os professores com flores, hibernava uma um coração de espinho. Demonstrou um objetivo tenaz de derrubar a obrigação de cumprir uma lei federal, o que prejudicaria todos os professores, de qualquer município brasileiro, ao mesmo tempo em que se utilizava da verba que garantia o pagamento dos salários dos professores para cobrir o caixa da previdência municipal.

          Finalmente, depois de negociações desgastantes, a categoria se viu obrigada a aceitar a proposta do prefeito, de pagar em 2024, uma obrigação que deveria ser cumprida a partir de janeiro de 2023. Mesmo assim, parcelada em duas vezes, sendo uma que se efetivou agora, na folha de dezembro, e a outra em meados do ano, às portas da eleição municipal, acumulando com o reajuste desse ano, que, considerando a palavra do prefeito, não deve chegar ao contracheque dos professores. Se ficar para 2025, e o prefeito conseguir renovar o mandato, e sempre considerando a rocha que é uma promessa do gestor, muito provavelmente, os professores não contabilizarão tão cedo o que lhes é de direito, reconhecido pelo então candidato Fábio Aragão.

         Financeiramente, janeiro de 2023 começou agora para o magistério de Santa Cruz do Capibaribe, ainda com o trauma da perda dos qüinqüênios, sem qualquer aviso preparatório para que os professores pudessem ajustar seus orçamentos. O maior rival político do atual prefeito não seria capaz de imaginar tamanho saco de maldades, disfarçado no gesto cândido de oferecer flores. Diante de tudo que fez, principalmente por ter tentado acabar com a “lei Áurea” do magistério, o prefeito Fábio “está de recuperação”.


Gisonaldo Grangeiro, "cearense" de Pernambuco, agrestino do Polo, professor efetivo da Rede Estadual de Educação do Estado do Ceará e da Rede Municipal de Educação de Fortaleza.


CADA DEPUTADO ESTADUAL CUSTA 19 MILHÕES POR ANO AO CONTRIBUINTE

 


A lei orçamentária do Estado, para o exercício de 2024, assegura para a Assembleia Legislativa de Pernambuco R$ 938.901.900,00, segundo informações do jornalista Jamildo Melo 

O orçamento é repassado aos deputados pelo Poder Executivo até o dia 20 de cada mês. É o chamado "duodécimo".

Como a Assembleia tem atualmente 49 deputados estaduais, em uma conta simples, o custo de cada deputado estadual, em 2024, ficará em cerca de R$ 19 milhões no exercício.

Isso mesmo, cada deputado, inclusive o líder do governo, Izaías Régis, custa ao contribuinte 19 milhões de reais durante os 12 meses deste ano. Em 2025, quem sabe,  cada um poderá valer um pouco mais.

A verba dos deputados pode ser utilizada,  sem licitação, para "locação de imóveis", "material de expediente e suprimentos de informática".

Ainda para  "assinatura de TV a cabo ou similar", "consumo de energia elétrica", "locação de veículos a serviço do parlamentar e de assessores vinculados ao gabinete", "serviços de assessoria jurídica", "consultorias e trabalhos técnicos", "consultorias e trabalhos técnicos", "manutenção de site e perfil em redes sociais", dentre outros gastos previstos em resolução.

Valor repassado à Assembleia é superior ao destinado à saúde, educação e outras áreas. É o preço da democracia. Deputado recebe muito e faz pouco, alguém discorda?

RICARDO LEWANDOWSKI PODE SER O PRÓXIMO MINISTRO DA JUSTIÇA

 


Ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski é o nome mais provável para assumir o Ministério da Justiça, em substituição a Flávio Dino, que foi indicado para o STF.

Segundo a jornalista  Malu Gaspar, do jornal O Globo, os presidente e o jurista já tiveram um conversa.

"Lewandowski sinalizou que aceita assumir a pasta se ela não for desmembrada, e tendo carta branca do Palácio do Planalto para montar a própria equipe", informou a repórter.

Flávio Dino foi um nome que se destacou no Ministério de Lula, mas ninguém é insubstituível. Ricardo Lewandowski, certamente, terá condições de comandar a pasta da Justiça.

Um país que teve há pouco tempo no ministério da Justiça figuras como Sérgio Moro e Anderson Torres, deve se orgulhar agora de nomes como Dino e Lewandowski. 

domingo, 7 de janeiro de 2024

PADRE FÁBIO DE MELO É ATACADO, EM MEIO À PERSEGUIÇÃO A JÚLIO LANCELLOTI

 


A tentativa de um vereador paulista de criar uma CPI para investigar ONGs, mirando na figura do padre Júlio Lancelloti, repercute até em Roma.

O papa Francisco já fez declarações públicas defendendo o sacerdote, que tem um trabalho conhecido junto aos moradores de rua da maior cidade do país.

A polêmica fez com que alguns vereadores recuassem, de modo que não se sabe se vão conseguir instalar a tal Comissão Parlamentar de Inquérito.

No meio da confusão, pela redes sociais começaram a cobrar um posicionamento do padre Fábio de Melo, que passou a ser atacado por não se solidarizar com o colega de batina.

Chamaram o padre cantor de pop e disseram que o mesmo gosta mesmo é de aparecer no programa de Luciano Huck.

Depois do bombardeio, Fábio divulgou uma nota tímida de solidariedade a Lancelloti.

ARQUIDIOCESE

Nesta sexta-feira o cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo da Igreja Católica em São Paulo, foi às redes sociais para rebater críticas de que teria tentado “abafar” a investigação sugerida por parte da Câmara Municipal da cidade contra o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, por conta de seu trabalho assistencial com a população da Cracolândia, no centro da cidade.

“Não estou querendo “abafar” coisa nenhuma. Querem fazer a “CPI das ONGs”? Pois façam!”, escreveu Dom Odilo no X (antigo Twitter). O cardeal, contudo, questionou, na mesma postagem, o fato de o padre Júlio virar alvo da investigação.

“Por que mirar no trabalho do padre Júlio, q não é ONG, não tem ONG e ñ recebe dinheiro público para seu trabalho? Padre Júlio faz seu trabalho em nome da Arquidiocese de São Paulo, que também não é ONG e não recebe dinheiro público”, escreveu.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no centro da polêmica é uma proposta liderada pelo vereador Rubinho Nunes (União), ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), que surgiu em dezembro com o objetivo de investigar entidades assistenciais que atuam na Cracolândia.

Ao todo, 23 vereadores haviam assinado o requerimento, que não fazia nenhuma citação ao padre Júlio. Nesta semana, porém, Rubinho declarou que o encarregado da Pastoral do Povo de Rua seria o principal alvo da investigação, o que causou reações.

RAQUEL LYRA TEM MELHOR AVALIAÇÃO ENTRE EVANGÉLICOS E ENDINHEIRADOS

 


A pesquisa do Instituto Atlas, em que Raquel Lyra (PSDB) foi avaliada como a pior governadora do Brasil foi o assunto do dia.

Blogs da capital e interior divulgaram a informação logo cedo, com repercussão imensa nas redes sociais, especialmente Instagram e grupos de Whatsapp.

No geral da pesquisa, a tucana foi aprovada por 36% dos entrevistados e reprovada por 49%. 

O detalhamento revela mais, sobre os humores dos pernambucanos com relação ao governo estadual.

Pior índice obtido por Raquel Lyra foi entre os jovens de 16 a 24 anos. Nesse segmento a reprovação chegou a 66%, com apenas 15% de aprovação.

Os homens veem a gestão com mais boa vontade que as mulheres. Raquel é aprovada por 38,2% do eleitorado masculino  e 33.9% do feminino.

A primeira governadora de Pernambuco não estaria tão ruim no filme se dependesse dos evangélicos. Os que professam essa religião dão aprovação de 49% a Raquel. Entre os católicos a avaliação positiva cai para 33,3%. 

Enfim, Raquel Lyra está agradando a quem ganha entre 5  e 10 mil. Os que têm uma renda nessa faixa salarial dão uma aprovação à governadora de 53,4%.

A ex-prefeita de Caruaru tem este ano e o próximo para reverter a situação. Vai correr contra o tempo. Até porque o seu provável adversário em 2026, João Campos, foi avaliado como melhor prefeito das capitais brasileiras.

O filho de Eduardo Campos caiu no gosto do povão. Raquel ainda não, mesmo comendo tapioca, bode assado, mungunzá e cuscuz.

Os vídeos que ela divulga comendo essas iguarias nordestinas até o momento não ajudaram muito. Está longe, por enquanto, de ter a popularidade de João.

*Fonte dos números: Instituto Atlas

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Batata fala em campo com grama sintética para Taquaritinga do Norte e Pão de Açúcar

O pré-candidato a vice prefeito pelo grupo calabar de Taquaritinga do Norte, Batata, essa semana falou que uma de suas bandeiras será  conseguir a grama sintética para o campo do Silva de baixo em Taquaritinga do Norte e um campo grande também com grama sintética para Pão de Açúcar. Batata tem conversado com os peladeiros do município, e que entre várias cobranças a principal são essas duas.

Os campos com gramado sintético, arquibancada e vestiários, vão oferecer uma opção a mais de lazer e esporte para a população de Taquaritinga do Norte. ''Essa vai ser uma das minhas bandeiras a partir de 2025, já tenho o projeto dos dois prontos, já tenho onde ir buscar o recurso e vou lutar incansavelmente para realizar esse sonho dos jogadores de futebol de nosso município'', Disse Batata. 

Batata foi o escolhido pelo grupo calabar para ser o pré-candidato a vice na chapa que terá Alisson Dias como candidato a prefeito em 2024, e já esta com vários projetos em mãos que vai levar mais avanços para Taquaritinga do Norte. 

Depois de 75 cutucadas, o gigante MC acordou, para ouvir a sentença

        


 Normalmente, o pai se esquiva de assumir a paternidade do menino até que finalmente seja alcançado pelo oficial de justiça para fazer os devidos testes biológicos e assim esclarecer quem, afinal, vai prover mensalmente os alimentos e o afeto necessários à sobrevivência e desenvolvimento do rebento. Na política, o fenômeno é o inverso. Independente de DNA, todo mundo quer dar o sobrenome e faz questão de se apresentar como pai da “criança”. Nesse caso, não há teste, apenas narrativas verossímeis ou absurdas. Mas, como o propósito é eleitoral, vale mais quem conta uma história melhor, verdadeira ou não. A não ser que a “cara do filho seja o focinho do pai”, não deixando brechas para estelionatos eleitorais. Todo mundo sabe quem construiu a primeira UPA de Santa Cruz do Capibaribe. Já em relação à tese de que agora a cidade tem uma “Nova UPA”, cabe à estratégia de marketing eleitoral provar ou negar, no período em que o eleitor deixa de ser figurante e até vê seu candidato sorvendo um dindim (dudu), cujo saquinho foi inflado a plenos pulmões por dona Maria.

        A paternidade daquele empreendimento gigante que fica ao lado do Altas Horas Outlet (não me arrisco a  citar o nome, dado o perigo do pagamento de royalts) é de um filho, cujo DNA, voltou a ser disputado. Uma disputa muito natural já que Santa Cruz se transformou em outra cidade, econômica e socialmente, depois que esse estabelecimento começou a funcionar. È uma mercadoria valiosa para quem deseja reconquistar a cadeira número um da municipalidade. Falo reconquistar porque essa criança se vê diante de dois pais que já comandaram a terra das gameleiras: Ernando Silvestre ou José Augusto Maia? Não é muito improvável que vejamos os dois disputando nas urnas quem verdadeiramente concebeu aquela maravilha da indústria e do comércio. Mas, o que vem ao caso agora, são os frutos que este filho rendeu à cidade, além da prosperidade econômica, além da geração de emprego, além de movimentar a economia de toda uma região. Foi dali que surgiu uma leva de gestores eficientes, modernos, capazes, que terminou se apresentando nas disputas eleitorais, projetados pelos mandatos de síndicos do empreendimento.

         Dificilmente se vê a viabilidade de uma terceira via eleitoral numa cidade marcada por uma tradicional polarização política. Mas aconteceu em Santa Cruz, surpreendentemente.  E o que viabilizou esse sucesso eleitoral foi justamente as administrações “modernas” do já mencionado empreendimento da moda. Foi um eficiente trampolim para se chegar à política e por um triz não resultou na conquista da prefeitura municipal. Foi a partir de 2010, que os “menudos” assumiram o comando, isolando os dois “dinossauros” antecedentes e formando uma verdadeira dinastia da boa e eficiente gerência. Para isso, claro,  contaram com uma competente e bem remunerada assessoria jurídica. Passados 13 anos de gestões eficientes, apareceu um filho, cuja paternidade é um verdadeiro constrangimento: Santa Cruz do Capibaribe e região ficaram sabendo que o empreendimento de moda havia perdido, há anos, a marca que ostentava em sua fachada e que era usada em todas as mídias de propaganda. Pior, o centro de comércio de confecções perdeu prazos processuais, não podendo mais recorrer à justiça para recuperar uma marca consolidada com o tempo e fruto do trabalho de milhares de condôminos. 

        Mas isso ainda não é o fundo do poço. O “hacker” da patente teve o cuidado de mandar, periodicamente, notificações avisando que detinha a marca e ela só poderia ser usada mediante pagamento. E não foram duas, três, quatro notificações, foram dezenas. Fala-se em 75 notificações. Mesmo assim, os eficientes gestores, assessorados por uma bem paga banca de advogados, perderam os prazos processuais. Nada mais ridículo. È como se o concurseiro, depois de anos de preparo, depois que surge o tão sonhado concurso, no órgão que tanto almejou, tivesse perdido o prazo de fazer a inscrição. No caso aqui mencionado, tem uma agravante: trata-se de gestores administrando em nome de milhares de condôminos, que nem no mais delirante dos sonhos, imaginariam o tamanho do pesadelo que vinha se avolumando há anos, sem que tivessem a mínima suspeita, afinal, quem imaginaria que tal incompetência pudesse acontecer justamente sob a eficiência e gestão implantados a partir de 2010? Ficaram sabendo através das redes sociais, porque, na imprensa, esse mico monumental demorou a aparecer. E apareceu como eufemismo e não como hipérbole, como deveria ser.

         Agora, o suspense e a ansiedade de quem tem um box lá no empreendimento disputado por Ernando e Zé Augusto: quantos milhões deverão  pagar a um esperto que deu um bote numa marca consolidada e pela qual não trabalhou? Em favor dele, relembremos que teve a iniciativa de notificar 75 vezes a turma da gestão moderna, que se projetou politicamente a ponto de enveredar pela política oferecendo a mesma modernidade e capacidade. E, ironicamente, foram os matutos da zona rural que impediram. Tanto que foram buscar um “matuto” para suprir, em 2024, os matutos que faltaram em 2020. E agora, com que cara vão se apresentar aos condôminos e se reapresentar aos eleitores? Qual vai ser o discurso? Se alguém perguntar sobre as 75 notificações e sobre a perda dos prazos processuais, vão enrubescer, como sugeriria aquele personagem do Jô Soares?  Vão encontrar pela frente uma legião de verdes, que não será cor partidária, mas a ira de quem faz da noite um dia comum, sentado em uma máquina de costura, sem saber que o extenuante serão servirá para pagar uma milionária indenização a quem “gritou” para ouvidos “moucos”. Muito fácil rasgar uma carta. Difícil vai ser se livrar desse mico. 


Gisonaldo Grangeiro, "cearense" de Pernambuco, agrestino do Polo, professor efetivo da Rede Estadual de Educação do Estado do Ceará e da Rede Municipal de Educação de Fortaleza.