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segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Reabertura da UPA: fim da “Guerra dos Cem Anos”

Parece que, finalmente, a prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe vai devolver à população, o hospital de urgência e emergência construído na gestão passada e que passou por uma reforma, tão demorada, que quase rivaliza com o secular conflito entre Inglaterra e França, ocorrido entre os séculos XIV e XV. 

Por pouco a harmonização facial da UPA não ultrapassa sua própria construção. Vista de fora, a unidade teve a pintura renovada e o estacionamento asfaltado. Iniciativas que não exigem mais do que um ou dois meses de serviços. A justificativa é que, por dentro, é uma nova unidade.. E disso não devemos duvidar já que é atestada por um personagem que, coincidentemente, é sub da atual da atual gestão. Um angu difícil de entender. A atual secretária tem como conselheiro o secretário do tempo em que a UPA “estava para cair”. E este, num programa de rádio, louvou as novas instalações, reconhecendo a “incompetência” ou a “competência”, dependendo do ponto de vista. Para completar o enredo e mostrar que o Novo tempo é tão jovial quanto Matusalém, um ex-gestor da UPA e vereador do município, teria sido convidado para se integrar às cores encarnadas da Terra da Sulanca, mas recusou.


Não se tira o mérito e a importância de uma reforma, mas questiona-se uma gestão que, decorridos 63% da sua duração, serve-se de obras e pessoas da gestão anterior como única vitrine eleitoral. As surrealidades são muitas. O mesmo ex-secretário que criticou sua própria gestão e elogia a atual como co-piloto, também reinaugurou um laboratório que já havia inaugurado na gestão passada. Cobrou o escanteio e cabeceou a bola. 

A atual gestora do Santa Cruz Prev ocupava a mesma função no governo passado, quando foi acusada de prevaricação. E seguem outros casos que “não prestavam” e agora estão prestando. Nenhum pedido de desculpas a quem foi acusado, desmerecido, criticado e que agora deles se serve o prefeito para vender o “novo”. Acima de tudo, política é pragmatismo, mas nesse colosso da moda o pragmatismo é mais pragmático. Para a população, porém, importante é voltar a dispor do que tinha antes, um serviço de emergência bem localizado e eficiente, faltando apenas a volta das cirurgias e dos partos cesarianos. O dinheiro a Caixa tem, a Câmara Municipal autorizou a contratar e a prefeitura pode pagar. Nenhum “canalha” votou contra.

Gisonaldo Grangeiro, "cearense" de Pernambuco, agrestino do Polo, professor efetivo da Rede Estadual de Educação do Estado do Ceará e da Rede Municipal de Educação de Fortaleza. 

domingo, 6 de agosto de 2023

As amarras de José Augusto Maia: “tudo pode acontecer, inclusive nada”

Nas entrevistas que costuma conceder, diante das perguntas sobre candidatura à prefeitura de Santa Cruz ou aliança com oposicionistas, o ex-prefeito costuma responder com a frase acima, uma espécie de ungüento para lhe socorrer, momentaneamente, das dores do dilema político em que vive e que não chegou nem perto da sua fase mais aguda, quando não terá mais a opção de desconversar politicamente. E o dilema não é só político, mas também familiar, dando contornos dramáticos à decisão que precisará tomar. 

Certamente mais dramática do que aquela ocasião em que viu seus dois filhos lutando pela mesma vaga. A política de Santa Cruz do Capibaribe pode ter um pai e um filho de um lado e mais um filho do outro. Como seria a campanha com Zé Augusto e Tales Maia expondo as fragilidades administrativas do prefeito Fábio Aragão e o filho Augusto fazendo o contrário? Em que tom dar-se-ia o combate entre defesa e ataque? E se o nervosismo da campanha romper a blindagem familiar, deixando mais do que os arranhões da campanha passada? Aí é que reside o drama do cuidadoso pai, que, na última entrevista à rádio Filadelfia, deixou bem claro não querer prejudicar a caminhada do filho aliado do prefeito Fábio, cuja agenda ainda não dispensou cinco minutos para uma conversa com quem será decisivo para sua reeleição e que demitiu da gestão, o outro filho de Zé, Tales Maia, da forma humilhante e desrespeitosa como ocorreu.

O ex-prefeito tem a consciência do seu tamanho na próxima eleição. Carrega na bagagem o inédito mandato de deputado federal conquistado por um filho da cidade. Some-se a isso a excelente performance da disputa de 2022, quando, na condição de “Dom Quixote”, amealhou cerca de 8.300 votos, sem recursos, sem apoios, numa campanha solitária e franciscana. Comparemos com os 10.000 votos do poderoso Eduardo Da Fonte, apoiado pela máquina da prefeitura e veremos o valor político da votação de Zé Augusto. 

O ex-prefeito não fecha nenhuma porta, ou seja, admite todas as possibilidades, como se aliar a outros grupos oposicionistas, mas é perceptível nas suas falas o tom de ceticismo quando se trata da possibilidade de apoiar a reeleição do atual prefeito. Como dito anteriormente, Fábio nunca dispensou um minuto de atenção a Zé, mesmo vencendo da forma apertada que venceu, com o voto contrário de 65% da população. Tamanho deslize político não se justifica, mesmo que o prefeito fosse o filho da Dona Florinda. Então, resta, como justificativa, aquele sentimento que se abriga no coração, que tem vários nomes, um dos quais, com quatro letras, conforme verbalizou certa vez uma ex-liderança taboquinha. Se houver uma conversa agora, como deseja Toinho do Pará, será por pura conveniência do prefeito e não pelo importância política de José Augusto Maia. O “bom moço”, de salto alto, deve apostar que Augusto seja uma trava para impedir o que pior lhe poderia acontecer na próxima campanha: uma candidatura majoritária do criador do grupo Taboquinha. Rompendo o dilema, Zé não perde nada politicamente, arrisca ser um azarão e, de quebra, desemprega o triunvirato familiar: filho, mãe e irmã.


Gisonaldo Grangeiro, "cearense" de Pernambuco, agrestino do Polo, professor efetivo da Rede Estadual de Educação do Estado do Ceará e da Rede Municipal de Educação de Fortaleza. 

CRISTIANO ZANIN AGORA ESTÁ NO STF E MORO FICA COM CARA DE PATETA

 

Lula e Zanin
Moro e Batoré


A posse de Cristiano Zanin como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (3), foi bem prestigiada. As principais autoridades do Brasil estavam presentes e uma ausência foi particularmente notada: a do senador do Paraná, Sérgio Moro, do União Brasil.

Não faltaram ironias com relação ao ex-juiz, que tem sido comparado nas redes sociais ao humorista Batoré. Se bem que este último afirme que político de direita é mais feio.

Quando juiz todo poderoso, incensado pela mídia, muitas vezes Moro agiu de forma arbitrária, cerceando o trabalho de Cristiano Zanin, advogado que livrou Lula de todas as acusações formuladas contra ele.

O então juiz de Maringá perseguiu o líder petista, o colocou na prisão sem provas dos crimes de que foi acusado, tirando-o da disputa eleitoral de 2018. Graças a essa artimanha, foi pavimentado o caminho para a eleição do extremista de direita Jair Bolsonaro.

Como prêmio ao trabalho sujo, o presidente em 2019 nomeou Sérgio Moro como ministro da Justiça. O objetivo do magistrado, no entanto, era ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Bolsonaro, porém, descartou logo seu aliado que saiu do governo "atirando". Pretendia ser candidato a presidente da República, mas não teve apoios sequer para viabilizar esse projeto.

Restou ao "Marreco de Maringá", como é chamado de forma pejorativa, disputar uma cadeira no senado, conseguindo se eleger.

Seu mandato, no entanto, está seriamente ameaçado. Jornalistas e políticos contam como certa a cassação de Moro, por abuso de poder político e econômico na campanha. Seu caso é mais grave do que seu comparsa, Deltan Dallagnol, que já foi expulso da vida política.

Assim, nas voltas que o mundo dá Lula saiu da prisão para voltar à presidência da República. E Cristiano Zanin, a quem Moro tentou humilhar várias vezes está no Supremo no lugar ambicionado pelo ex-juiz.

A grande mídia, responsável por fazer de Sérgio Moro um herói justiceiro, nunca fez autocrítica. Mas ele não é bem quisto no Congresso, não tem mais a confiança da direita a quem serviu e a esquerda se puder bota ele na "forca".

A cerimônia foi presidida pela ministra Rosa Weber, com a presença de Lula, dos presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República.

Cassação de Deltan e ascensão de Zanin é só o começo. Deve vir muito mais por aí, pois ninguém vai fazer nada pelo senador paranaense. Tanto é que existem logo dois processos de cassação contra ele: um por iniciativa do PT e outro do PL. Os dois partidos são antagônicos, mas têm em comum isso: tirar Sérgio Moro da vida pública.

O PRECONCEITO CONTRA A IDADE - Por Roberto Almeida

 


A internet, como todo mundo sabe, embora uma ferramenta da modernidade, é um verdadeiro território sem lei, como cidade de faroeste americano.

Nas tais redes sociais, blogs e sites,  todo mundo é atacado: o papa, o jogador de futebol, o político, o ator, o cantor ou cantora, e quem se atreve a escrever diariamente e divulga seus textos no mundo digital.

Pelo menos três vezes já fui acusado de etarismo, que é o preconceito contra a idade, as pessoas mais velhas.

Uma já faz algum tempo. Foi na campanha de 2020 em Garanhuns, porque numa matéria citava a idade do candidato Silvino Andrade, que tinha na época, salvo engano, 74 anos.

Uns dois meses atrás elogiei a Xuxa Meneghel, pelo amadurecimento dela, pelo posicionamento que ela tem adotado, nos últimos tempos, no campo político e social.

Cometi, porém, o pecado de dizer que a apresentadora não tem a mesma beleza de quando tinha entre 18 e 20 anos.

Alguns vieram com "quatro pedras na mão" me acusando do tal de etarismo.

Ora, eu não disse que Xuxa era feia, apenas registrei minha opinião pessoal de que ela era linda quando iniciou a carreira e agora, aos 60 anos, não tem a mesma beleza de antes.

Isso não é preconceito, é uma constatação do que o tempo faz com as pessoas. A Xuxa ainda é bonita, sim, mas ninguém me convence de que ela é tão exuberante quanto 20 anos atrás.

Sophia Loren, italiana, já foi uma das morenas mais bonitas do mundo. Agora, aos 86/87 anos você não pode exigir que ela seja a mesma.

Mesma coisa se diga de Brigite Bardot, francesa. Tinha beleza inacreditável. Hoje está irreconhecível.

Jane Fonda, americana, era uma graça. Ainda mantém uma parte da beleza de outrora, porém seria exagero dizer que está do mesmo jeito.

O mesmo acontece com os homens. Cito dois exemplos: Veja uma foto de Robert Redford ou de Tiago Lacerda 20 anos atrás e veja como eles estão hoje.

Até aqui constato isso, pois tenho dois ou três espelhos pela casa. Nunca fui bonito, como esses galãs de cinema, mas lembro que aos 11 anos me achavam um garotinho gracioso e hoje só uma maluca ou maluco vê traços de beleza em mim.

Minha mulher, Tereza, aos 21 anos, quando a conheci, era danada de bonita, magrinha, olhos verdes, me deixava tonto quando a olhava.

Hoje está gordinha, tem rugas, cabelos brancos e ar de preocupação.

Aceito o tempo dela e o meu, não a amo menos porque a idade deixou suas marcas. Acredito que ela também gosta de mim como estou agora.

É que não somos somente corpo, rosto, olhos, bocas, dentes.

Temos alma, pensamentos, desejos, coração, atitudes, e isso, muitas vezes, importa mais do que a beleza física, normalmente atacada pelo que passamos em décadas de vida.

Apesar de ter 66 anos, mãe com 91 anos, completado neste último sábado, continuam me apontando o dedo, criticando, pelo meu etarismo.

Foi que ontem postei no Instagram um vídeo do deputado Izaías Régis dançando todo animado, ao som de uma música de sabor nordestino.

Interpretei como uma jogada de marketing, de quem o assessora, para passar uma imagem de jovialidade, simpatia e de político popular.

Alguns não gostaram, principalmente porque informei que no próximo ano o ex-prefeito vai completar 70 anos.

É etarismo dizer que Roberto Carlos tem 82 anos? Que Chico Buarque chegou aos 80? Tenho preconceito contra mim mesmo porque a cada aniversário informo: estou completando 65, 65, 66...?

Votei em Arraes já sessentão para governador de Pernambuco. Votei em Lula para presidente o ano passado,  sabendo que ele estava com 77 anos.

Existem jovens velhos, como se sabe. E velhos jovens.

Alceu Valença escreveu uma vez que está sempre com 18 anos (completou 77) porque não resiste as mudanças, sabe se adaptar ao que vai surgindo.

Agora, o que não se pode é esconder a idade, tentar passar por jovem sem ser, usar de artifícios para não deixar aparecer as marcas que o tempo deixou.

Particularmente gosto dos meus cabelos brancos, das minhas rugas, dos meus olhos às vezes preocupados.

São o que sou agora, porque já vivi seis décadas e meia e Deus me permita que ainda passe um bom tempo por aqui.

Com encantamento pela beleza dos jovens e admirando a sabedoria dos mais velhos.

Termino com uma estrofe  da música  da chilena Violeta Parra, eternizada nas vozes da argentina Mercedes Sosa e da brasileira Elis Regina.

Gracias a la vida que me ha dado tanto

Me dio dos luceros que cuando los abro

Perfecto distingo lo negro del blanco

Y en el alto cielo su fondo estrellado

Y en las multitudes el hombre que yo amo.

*Ilustração: Violeta Parra (Valor Econômico)

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Jobson, Evilásio, Zeca e Erivaldo: uma união frankstein

 


          Não foi a nobreza política ou um projeto para Taquaritinga, que juntou esses quatro personagens da política da Terra do “Café, três dos quais, ex-prefeitos, tradicionais rivais das disputas eleitorais desde 1988. Aliás, o termo do novo batismo, “calaboca”, citado por Evilásio na maratona de entrevistas do dia 25/07,  foi cunhado aqui nesse mesmo espaço, na coluna do dia 25/01/23, só que se referindo a Gena Lins e seu “novo grupo”.  As contradições são tão grandes e aberrantes, que mais parecem uma fratura política exposta E basta recorrer ao próprio Evilásio para mostrar que a argumentação de defesa da união mais parece a panela de Pedro Malasartes, que fervia sem fogo, enganando o incauto que a comprou, excitado com a maravilha. Perguntemos: na formulação do quarteto acima, Evilásio fez uso da lorota que repete dez vezes a cada entrevista, segundo a qual “o povo deve ser ouvido”? Quem do povo foi auscultado pelo novo quarteto para formar a possível chapa Evilásio-Jobson (Pouco provável Jobson-Evilásio)? A resposta está com o próprio Evilásio, que repetiu à exaustão: “fomos excluídos dentro dos nossos grupos, então resolvemos nos juntar para a disputa”. Nada mais sincero e revelador para explicar essa movimentação política: os nobres interesses eleitorais pessoais. 

                                                                                         Obama do Agreste

         Aqui também já foi repetido, à exaustão. Na campanha de 2016, Evilásio “cozinhou” a candidatura do então vice-prefeito Lero até as vésperas das definições. A ponto de constranger as próprias divindades cristãs nas igrejas católicas do município: de um lado do templo, Evilásio e seu grupo e do outro Lero e seus simpatizantes. Durante a campanha de 2020, na reeleição de Lero, dois fatos importantes explicam o atual e oportuno choro de Evilásio (“fui excluído”): primeiro, esnobou a possibilidade concreta de ser o vice na chapa Calabar e, para dar ao dono da camisaria o mesmo destino que teve a seleção feminina do Brasil, fez corpo mole na campanha. Não adiantou nada, o atual chefe da municipalidade se reelegeu “com moral”, sem ficar devendo favores ao “Nego Bom”. Foi o segundo grande erro de Evilásio.  O terceiro ele cometeu agora, “vendeu barato o passe”, tendo um longo prazo para esperar que o cavalo selado passasse novamente na sua porta. Marco Maciel dizia, “quem tem prazo, não tem pressa”. O ex-prefeito optou pelo “quem se apressa, come cru”. Não faz o menor sentido o argumento da exclusão. Se fizer, o Santa Cruz pode dizer também para sua torcida que não perdeu, foi excluído.

                                                        José Pereira Coelho (Zeca): o único que tem um “mundial”

         Na épica campanha de 1992, o forte candidato Calabar, saudoso doutor Aldeni, infelizmente, levou uma grande goleada nas urnas, diferente da disputa apertada de 1988, entre Mendes e Jânio Arruda. Este, terminando seu mandato e sem possibilidade de reeleição, lançou e elegeu o seu “poste”, Erivaldo Araújo”. Surpreendeu a vitória por mais de mil e quinhentos votos, numa mostra do poder que tem o apoio de um gestor bem avaliado, como Jânio na época. Um grande nome do grupo Calabar perdeu para um neófito na política, sem sequer repetir a performance de Mendes em 1988. E o”Golias” boca preta voltou em 1996, disputando a reeleição em 2000 contra... Zeca. Um vencedor improvável, que derrotou o poderoso Jânio, “raposa” azul sentada na máquina da prefeitura. A mística Calabar foi capaz de eleger o insípido Zeca. Mas, antes de concluir seu segundo mandato, o agora ex-secretário de agricultura foi “cassado” pelos mesmos personagens boca preta com os quais confraterniza hoje, como o ex-prefeito Erivaldo, por exemplo. Mesmo inelegível, Zeca viu sua esposa eleger-se e reeleger-se vereadora pelo grupo Calabar, enquanto ele próprio ocupava secretarias, numa mostra de que sempre foi respeitado e prestigiado. È tanto que agora, ao se juntar com aqueles que abreviaram o seu mandato, ocupava a importante pasta da agricultura, mesmo já vindo há tempos, constrangendo o prefeito com seus movimentos políticos, legítimos, mas ocupando um cargo de confiança. Antes tivesse tido a iniciativa de entregar a pasta. Agora, fica a pergunta ao ex-prefeito: tinham razão os adversários com seus argumentos em 2007? Se não, por que Zeca foi agora se juntar a eles?  Assim como Evilásio não foi excluído, não faltou a Zeca prestígio e consideração dentro do”trosso”.

                                                                                                 O novato Jobson

           Sentindo o desejo de se lançar na política, militante do grupo Boca Preta, e, pelas palavras proferidas em entrevistas, querendo oferecer a Taquaritinga um salto de desenvolvimento, principalmente no turismo, o pré-candidato Jobson da Internet desencadeia seus primeiros passos políticos. Inicialmente procurando representar o que se convencionou chamar de “patriotas”, aproximando-se do deputado Abimael, imaginando que a onda de 2018-2020 se repetiria no próximo ano. Uma estratégia claramente equivocada. Consequentemente, sem ter o cuidado de tratar com o devido valor a figura do ex-prefeito Jânio Arruda, o eterno candidato do grupo Boca Preta, que na última disputa fez o adversário suar e temer um desacerto eleitoral em 2020. Para Jobson, seria hora de Jânio dar oportunidade a outro nome, para renovar e tentar derrotar o adversário Calabar. Tudo isso antes de vislumbrar um “chamego” eleitoral com o “velho”. E de repente aparece Jobson, ao lado de Evilásio e Zeca, admitindo inclusive apoiar o cavalo de tróia, Evilásio, como cabeça de chapa, reservando para si o que o “Obama” não quis em 2020. E agora, como vai olhar para Jânio? E como vai encarar o eleitorado fiel do seu grupo? Como é que um segmento político tem dois candidatos e vai lá no adversário buscar uma alternativa, que só aceitou o convite porque foi “excluído” de onde estava e teve a quase garantia de sentar na janelinha do avião? Jobson não se iluda, preste bem atenção no recado dado por Zeca, ao seu lado. Não terminou bem para o PSG colocar Neymar, Messi e Mbappé no mesmo grupo. A vaidade se impôs. Cenas dos próximos capítulos.

                                               

                 Gisonaldo Grangeiro, "cearense" de Pernambuco, agrestino do Polo, professor efetivo da Rede Estadual de Educação do Estado do Ceará e da Rede Municipal de Educação de Fortaleza.         

GOVERNO LULA AUMENTA O INVESTIMENTO NO SETOR CULTURAL

 


Um povo sem cultura é um povo sem memória. Uma nação bem desenvolvida é aquela que valoriza as diversas formas de expressão e compreende que, além de gerar conhecimento, lazer e educação, a cultura também movimenta a cadeia produtiva e criativa. Por entender a significância disso, o governo Lula recriou, em janeiro deste ano, o Ministério da Cultura, sob o comando da cantora Margareth Menezes.

Após seis anos de desmonte do setor, agravado nos quatro anos do governo Bolsonaro, a classe artística voltou a contar com incentivos financeiros robustos e estímulos para que se produza cultura em todo o Brasil, e não só no chamado eixo Rio-São Paulo.

Com a chegada do governo Lula, novas regras para o setor passaram a vigorar. Também em janeiro, foi assinado o decreto que regulamenta o financiamento cultural no país e estabelece regras e procedimentos gerais para os mecanismos de fomento direto (Lei Paulo Gustavo, Lei Aldir Blanc, Cultura Viva) e indireto (Lei Rouanet), além de outras políticas públicas para a área. 

Lei Aldir Blanc

Criada no período da pandemia de Covid-19, a Lei Aldir Blanc, de 2020, previa auxílio financeiro ao setor como forma de amparo aos trabalhadores da cultura atingidos pela pandemia. 

Em 2022, foi aprovada a Lei Aldir Blanc 2, de autoria da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que prevê investimentos de R$ 3 bilhões anuais pelos próximos cinco anos na cultura do país ao instituir a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.

Segundo a Agência Senado, em 12 de julho, o Congresso Nacional aprovou a abertura de crédito no valor de R$3,14 bilhões destinados para quatro ministérios e para transferências a estados e municípios (PLN 11/2023). A maior parte do dinheiro – R$ 3 bilhões – vai para os entes federativos e corresponde ao aporte anual determinado pela Lei Aldir Blanc 2 (Lei  14.399, de 2022), para fomento de projetos culturais.

Em homenagem ao grande artista Paulo Gustavo, falecido em virtude da Covid-19, a Lei 195/2022, que leva seu nome, dispõe de R$ 3,8 bilhões, o maior investimento da história em cultura. A autoria é do ex-senador Paulo Rocha (PT-PA) e foi aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional em 2022, com 74 votos.

O valor destinado aos estados será de R$ 2 bilhões e, aos municípios, de R$ 1,8 bilhão. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, celebra o “tempo novo” no ministério do governo Lula e explica como os gestores dos estados, municípios e Distrito Federal podem acessar os recursos.

GOVERNO RAQUEL LYRA DEMITE 15 MULHERES NUM ÚNICO DIA

 

Silvério Pessoa e Regina Célia foram 
os primeiros a deixar o governo
Jô Lima foi exonerada depois
de 28 anos servindo ao Detran



Pelo menos 15 mulheres foram demitidas hoje pelo governo de Raquel Lyra (PSDB). 

Apenas na Secretaria da Mulher, 14 foram atingidas pela "vassourada".

Segundo o jornalista Jamildo Melo,  a secretária Regina Célia só soube de sua exoneração em cima da hora, pois tinha agendado até um compromisso na TV Globo, no Rio de Janeiro.

Junto com ela foi mandada embora toda sua equipe e a Secretaria da Mulher por enquanto está sem pessoal suficiente para trabalhar.

DETRAN - Outra demissão que chamou a atenção aconteceu no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A jornalista Jô Lima, que serve o órgão como assessora de Imprensa desde 1995, tendo trabalhado também na antiga Cohab e na Secretaria de Agricultura, quando chegou hoje no trabalho tomou conhecimento de que tinha sido demitida.

Sem explicações. Quando recebemos esta informação, pela manhã, Jô ainda ia conversar com o presidente do órgão, para saber porque tinha sido descartada de maneira tão abrupta.

"Há um clima de insegurança terrível em praticamente todas as secretarias. De repente, todos começaram a viver o temor de serem exonerados, sem qualquer explicação. É como se ninguém mais tivesse a expectativa de passar os 4 anos nessa gestão e isso tem impactado negativo, tanto na qualidade quanto no compromisso com os trabalhos. Tamanha incerteza cria um ambiente de desânimo e desmotivação, refletindo-se diretamente na dedicação e no empenho", confidenciou um servidor, ao blog do Jamildo.

Confuso demais este primeiro ano da governadora Raquel Lyra.

segunda-feira, 31 de julho de 2023

EDUCAÇÃO PARA QUÊ?

 


      Boa parte daqueles que leem este texto já tiveram a experiência de ter a sua energia cortada por falta de pagamento ou por problemas no fornecimento, ter ficado sem abastecimento de água ou sem internet, e em momentos assim, as ações precisam ser emergenciais, para que esses serviços essenciais sejam normalizados, todos ficam esperando atentamente quando será possível ter tudo arrumadinho, no mínimo tempo possível.

Agora imaginem se todas às vezes que sentíssemos que há falta de qualidade e aplicabilidade na educação das nossas crianças, jovens e adultos, se ficássemos atordoados para que isso fosse organizado rapidamente para que o nosso futuro não fosse comprometido? Seria uma maravilha, iríamos em busca dos responsáveis e cobraríamos imediatamente providências, pediríamos melhores espaços físicos, pediríamos professores valorizados e bem capacitados, pediríamos tecnologia de ponta e programas de intercâmbio que permitisse maiores oportunidades para todos envolvidos no processo de Ensino e Aprendizagem, pois é, seria uma maravilha, mas não temos a educação como essencial, temos a mesma como algo complementar, retiradas as exceções claro.

Temos passado por reformas na Educação, quando, na verdade, como bem disse Cristovam Buarque, deveríamos ter uma revolução na Educação, todos os países que priorizaram o conhecimento e entenderam a escolarização de qualidade como investimento e não como gasto avançaram em todos os outros setores e boa parte caminhou para o patamar de país de primeiro mundo, e não precisa muito quando se faz de maneira contínua, o nosso problema continua sendo a aplicação de vários projetos sem análise correta dos resultados obtidos, ou seja, muita ação para pouco resultado.

Não há futuro sem Educação, embora seja uma fala clichê, se não entendermos a necessidade de priorizar isso hoje, poderá ser tarde amanhã, mesmo com o advento da inteligência artificial, ela não é autossuficiente, carece de programação humana. Vamos ver o que podemos fazer amanhã, mesmo sabendo que o amanhã não existe, se existisse, frases populares como fiado só amanhã, não fariam tanto sentido, no mais fica o dito para ser reescrito e ponto final.


Professor Rimário

Graduado em História, Pós-graduado em História Contemporânea, Pós-graduado em Ciências da Educação.

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Empresário e três ex-prefeitos anunciam união em Taquaritinga do Norte


Nesta terça-feira (25), uma notícia política movimentou a cidade de Taquaritinga do Norte.

O empresário e pré-candidato a prefeito Jobson da Internet anunciou uma aliança com três ex-prefeitos da cidade: Evilásio Araújo, Zeca Coelho e Erivaldo Araujo. O objetivo desta união é criar um novo projeto para a cidade e concorrer às eleições municipais.

O anúncio foi feito em um momento marcante durante participações nas rádios locais Polo FM, Vale FM, Filadelfia FM, Nova geração e na Rede Pernambuco de Rádios. Durante as entrevistas, os políticos discutiram detalhes do plano conjunto e explicaram como cada um pode contribuir com suas experiências e ideias para o desenvolvimento do município.

A iniciativa de unir forças entre um empresário renomado e três ex-prefeitos conhecidos por sua atuação política despertou grande interesse na comunidade. A notícia da aliança deve ser bastante comentada e analisada pelos moradores locais e pelos meios de comunicação.

O grupo passou um recado de UNIÃO para a população e está sendo sentido por ambos os lados, o respeito pela história de todos está prevalecendo e a construção de uma parceria ainda maior foi plantada.

Santa Cruz do Capibaribe: sulanca, pujança e folclore político

A grande obsessão do prefeito da lendária Sucupira, Odorico Paraguassu, era, finalmente, inaugurar uma obra iniciada e finalizada no seu mandato: o cemitério da cidade. Conhecido por suas excentricidades, Odorico não conseguia o elemento fundamental para materializar o seu objetivo, um defunto.

Curiosamente, o desejo latente do folclórico gestor era uma garantia de longevidade, já que ninguém “partia dessa para uma melhor”, levando a alma para São Pedro e deixando aqui no plano terrestre a matéria de que o prefeito tanto precisava para descerrar a placa de inauguração do cemitério. O mesmo “azar” não teve o secretário municipal que conseguiu uma relíquia, um orelhão para instalar no parque municipal e permitir aos visitantes um contato telefônico com seus parentes e amigos. nesses difíceis tempos de possibilidades comunicativas instantâneas.


Há quase um ano, mas precisamente dez meses, a prefeitura transferiu os comerciantes de frutas e cereais, da Central de Feiras, às margens da rodovia PE 160, para o antigo Cabana Clube, provisoriamente, enquanto sacava de algum banco, a verba já garantida e dava início à cobertura da obra executada na gestão anterior. 

Um “Novo Tempo” não poderia deixar comerciantes e consumidores sujeitos ao humor daquele que tem as chaves do céu e é responsável por abrir as comportas celestes, liberando as chuvas, às vezes até numa quantidade muito grande, obrigando o diligente prefeito de Santa Cruz a decretar estado de emergência por excesso de pluviosidade.. Os tapumes de zinco cercando a Central de Feiras não permitem mensurar quantos por cento da obra já foram executados, passados mais de 300 dias e, de cobertura mesmo, só a ora azulada, ora nublada abóbada celeste.

Tal fato deveria acanhar até mesmo o prefeito Odorico, mas na terra da confecção não inibiu o anúncio de um novo “terreno na lua”: os estudos para construir uma CEASA em Santa Cruz, a mesma cidade que “degredou” dezenas de pequenos comerciantes para um local inadequado, prometendo compensar-lhes o sacrifício com uma central de feiras coberta. A mesma cidade que está a apenas 60 km de Caruaru, que já tem, há décadas, uma “CEASA”. Fica parecendo que os “estudos” são uma forma de manter uma expectativa na população, promovida justamente por quem prometeu a tão falada cobertura. E, nesse caso, com um agravante, o dinheiro já estava separado e garantido. O da “CEASA” é apenas uma prospecção. Será que representantes da prefeitura teriam coragem de ir lá no Cabana falar da nova maravilha do “Novo Tempo”?

Junte-se a isso o fato de a cidade não realizar uma simples cirurgia de ”extração de unha”, como acusa a oposição, estando o bloco cirúrgico desativado e servindo de “depósito de materiais”. E mesmo assim a turma do prefeito tem a coragem de acusar a oposição de ser contra o tão falado hospital Fernando Aragão. Há dois anos e meio que a prefeitura executa uma reforma no hospital de emergência, a UPA, construído e operado pela mesma oposição chamada de “canalha” pelo prefeito. “Canalhas” que colocaram nas mãos do bom moço os 35 milhões que havia solicitado, de modo provocativo, desde o início do ano, mas não no prazo Crefisa que ele queria e sim no prazo compatível com as possibilidades financeiras da cidade, garantidas pelo “trunfo” que o prefeito mandou para a Câmara, para pressionar os vereadores, o “técnico da Caixa”. 

Meses depois, volta o senhor prefeito com a cuia nas mãos, solicitando mais 25 milhões e novamente apostando no expediente de colocar a população contra os vereadores e nada de negociação exaustiva para se chegar a bom termo, para a população, para o prefeito e para a oposição. Preferiu retirar o projeto de pauta, expediente semelhante em termos de procrastinação ao da judicialização da matéria do hospital. E assim segue sua excelência na sua saga de conseguir a primeira grande obra da gestão, assim como Odorico procurava o primeiro defunto.

Irônico é que o “Novo Tempo” se vale de pessoas e obras do velho tempo para sustentar essa abstração de “novo”. Inaugura, sem constrangimento, obras em vias de conclusão, iniciativas da gestão passada, sem dar os devidos créditos, acanhados que sejam. O prefeito segue o expediente do ”mito” em quem votou, que na maior cara de pau se apoderou da Transposição, como se tivesse feito 5% dela. Apoderou-se do residencial Cruzeiro, da Avenida 29 de Dezembro, etc, etc , onde fez “retoques finais” e elenca nas redes sociais como se fosse obras suas, junto de outros feitos extraordinários como realizar um baile de debutante. 

E o que dizer das pessoas da gestão azul, ou seja, do velho tempo, que o prefeito levou para “caiar” sua administração e apresentá-la como nova? E o que dizer dos vereadores oposicionistas, eleitos com discurso de combate aos taboquinhas, que agora estão lá, no mesmo lado do prefeito, simbolizando o ”novo tempo” e ocupando espaços administrativos, alguns até no mesmo cargo pelo qual foram vítimas da língua do “vereador”, como a esposa do parlamentar Gilson, acusada de “prevaricação”? E o ex-secretário de saúde que aceitou a “sub” da pasta comandada pela irmã do prefeito, a mesma que não utilizou uma emenda de meio milhão de reais, com o argumento de “falta de demanda” para a aquisição de um mamógrafo? 

E seguem uma série de exemplos que estão mais para o folclore político, do que para uma gestão minimamente competente, de uma cidade que é um colosso na produção roupas, estendendo sua prosperidade para toda uma região, que vive e sobrevive desse produto inicialmente chamado de sulanca.e hoje se encontra e vitrines de grandes lojas, com a mesma qualidade das “grifes”, mas com preços acessíveis.

Gisonaldo Grangeiro, "cearense" de Pernambuco, agrestino do Polo, professor efetivo da Rede Estadual de Educação do Estado do Ceará e da Rede Municipal de Educação de Fortaleza.


FANTÁSTICO REVELA MAIS DEPOIMENTOS DE VÍTIMAS SEXUAIS DO PADRE AÍRTON

 

Do blog do Nill Júnior


O Fantástico, da Rede Globo, expôs ontem (23) mais crimes sexuais envolvendo o Padre Airton Freire, 67 anos, que foi preso preventivamente no dia 14 de julho. A reportagem foi de Beatriz Castro.

Os crimes aconteciam na casa de taipa em que o padre morava. O Fantástico conseguiu com exclusividade depoimentos de três vítimas. Sílvia Tavares foi a primeira pessoa a denunciar o padre Airton.

A cena que eu encontrei foi o Airton deitado de bruços, com o lençol de seda. Ele disse: “minha princesa, é o seguinte: eu passei a noite todinha pregando, rezando, principalmente por você, então eu queria uma massagem", relata.


Sílvia conta que ao perceber que o padre estava nu, pulou da cama. Jaílson pegou uma faca e a ameaçou, dizendo que, “se ela colaborasse, ninguém morreria”.

Segundo Sílvia, o padre começou a se masturbar e disse para Jaílson cometer o estupro. Jaílson e outro funcionário do padre estão sendo procurados pela polícia.

Uma outra mulher, que não quis ser identificada, disse que também foi levada para a casa de taipa, porém, por outro funcionário. O padre pediu uma massagem depois do banho e apareceu sem roupa.

Eu digo: “padre, pelo amor de Deus, padre, se vista, se cubra, padre... Meu Deus, o que é que está acontecendo aqui?". O capanga disse o seguinte: “olha, o que acontecer aqui, vai ficar aqui".

Um homem, que também não quis ser identificado, trabalhava com o padre Airton, quando foi dopado na casa de taipa, afirma.

Ele havia pegado uma garrafa de água por volta das onze da noite, a bebeu e se deitou na rede, acordando após às cinco horas da manhã.

Eu me acordei em uma cadeira que tem próxima da mesinha, só de cueca e senti meu corpo, né? A gente sente o corpo da gente diferente, relatou.

A Polícia Civil de Pernambuco criou uma força-tarefa formada por cinco delegadas para agilizar a apuração das denúncias. Mais de 50 pessoas já prestaram depoimento.

Em nota, a defesa do padre afirmou que “ele é inocente, que ainda não teve acesso à totalidade da investigação e, portanto, usará de todos os esforços para garantir o direito ao habeas corpus”.

MARIA RITA E LULA SE EMOCIONAM COM MÚSICA ETERNIZADA POR ELIS REGINA



Domingo passado a cantora Maria Rita foi a estrela na posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Ela interpretou, à capela, a música "Como Nossos Pais", de Belchior.

A canção de protesto foi gravada em 1975,  por Elis Regina, em pleno regime militar.

Tornou-se uma espécie de hino da juventude e passou de pais para filhos. É uma música ainda hoje ouvida, principalmente na voz de Elis, mãe de Maria Rita.

A filha, ao terminar de cantar, caiu no choro, sendo consolada pelo presidente Lula e Janja, que também estavam presentes na posse dos sindicalistas.

O líder político, que sempre foi emotivo, também acabou chorando.

AS INVESTIGAÇÕES SOBRE ASSASSINATO DE MARIELLE E A CARA DE PAU DE MORO

 


Do jornalista Reinaldo Azevedo:

A investigação do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março de 2018, avançou. A apuração continua a cargo da Polícia Civil do Rio, mas agora com a fundamental colaboração da Polícia Federal. 

A parceria derivou de um entendimento entre o ministro Flávio Dino, da Justiça, e o governador do Rio, Cláudio Castro. Tudo indica que se está no rumo certo para chegar a quem ordenou as execuções. 

Quando se trabalha com seriedade, o resultado costuma aparecer. E até alguns papagaios de pirata pegam carona, como fez este inacreditável Sergio Moro, ainda senador — mas creio que não por muito tempo... Vamos ver.

A colaboração das duas polícias e do Ministério Público do Rio resultou na Operação Élpis, com mandados de busca e apreensão e a prisão do ex-bombeiro Maxwell Simões. É o resultado da delação premiada do ex-PM Élcio de Queiroz, que conduzia o carro em que estava Ronnie Lessa, que atirou contra Marielle e Anderson.

Queiroz revelou a atuação de uma outra personagem na trama homicida: o ex-policial Edmilson Oliveira da Silva, apelidado "Macalé" — ele próprio assassinado em 2021 —, além da atuação direta de Simões, que já tinha sido preso por obstruir a investigação.

Assim, a delação se torna relevante porque traz novas personagens, o que deve levar àqueles que deram a ordem para Lessa, um matador, fazer o seu "trabalho". Quem acompanha o caso de perto, como Marcelo Freixo, hoje presidente da Embratur, avalia que se está no caminho certo. 

Mais de cinco anos depois das mortes, o caso estava, vamos dizer, em banho-maria. Para vocês terem uma ideia, Lessa só foi expulso da PM neste ano. E, ainda assim, em razão de ter se metido com a venda ilegal de armas... Queiroz também contou que o grupo estava determinado a matar Marielle em 2017, mas a ação foi abortada na hora "h". O delator confirmou que ele conduzia o carro e que Lessa deu os tiros com a submetralhadora MP5. Diz ainda que, após o assassinato, o patrimônio do matador teria tido substancial elevação.

PAPAGAIOS DE PIRATA 

E que se registre um troço espetacularmente constrangedor. O ainda senador Sergio Moro (União-PR) resolveu tirar uma casquinha do avanço das investigações -- que se deu, insista-se, com a entrada da PF no caso, num acordo entre Dino e Castro.

Fico cá a me perguntar: terá o ex-juiz vindo ao mundo sem senso de limite e sem algumas travas morais que costumam habitar o cérebro da grande maioria das pessoas? Este senhor afirmou que o PT vai "morder a língua" porque a delação vai se revelar um instrumento eficaz para elucidar os crimes. O juiz afastado Marcelo Brettas percorreu o mesmo caminho da farsa. Não me surpreendem. Um deles fundou o "Direito Penal de Curitiba", que é a negação do estado de direito, e o outro sempre teve, digamos, muita musculatura jurídica...

Quem disse que o PT ou críticos da Lava Jato se opõem por princípio à delação premiada? Isso é mentira. Este escriba não tem receio de dizer que não é um grande entusiasta do recurso porque pode ser facilmente desvirtuado. Prefere que se chegue à verdade por meio da investigação e da expertise técnica. Mas o instrumento veio para ficar e ponto. Ocorre que é preciso ser manejado por pessoas responsáveis.

Delação não é prova, como virou moda na Lava Jato de Moro e Deltan Dallagnol. É apenas mais uma forma de se tentar chegar a ela. E não o é por uma razão simples: um sujeito interessado em se safar, especialmente se isso lhe for oferecido no modo chantagem, pode delatar até a santa mãezinha, não é mesmo? A mudança da lei das delações (que, na verdade, dispõe sobre combate a organizações criminosas), feita por intermédio da Lei 13.969, contou com amplo apoio do PT.

A delação de Queiroz, como prevê a lei de forma explícita desde 2019, não foi usada como prova, mas como instrumento de investigação para se chegar à dita-cuja.

Logo, Moro está errado. Não! As barbaridades que ele fez na Lava Jato não estão sendo desculpadas. Aliás, diga-se, tudo indica que, da Missa Macabra, não sabemos ainda nem a metade. Mas saberemos.


*Fonte: Portal UOL

domingo, 23 de julho de 2023

Zeca não será mais o secretário de agricultura, segundo informações de bastidores


Nesse final de semana, chegou a informação ao nosso blog, de que o ex-prefeito Zeca Coelho (PSDB), estará deixando o grupo calabar, para se juntar ao projeto de Jobson da Internet (PL). Seguindo as orientações de seu líder, o ex-prefeito Evilásio (PSDB), Zeca deverá anunciar sua ida para o projeto Jobson já nessa semana. 

Depois que o prefeito Lero e o grupo calabar anunciou a preferencia pelo pré-candidato Alisson Dias e Batata, Zeca tem tomado atitudes não situacionista, chegando a criticar muitas vezes o governo calabar. Zeca tem perdido forças no cenário político nos últimos anos, não conseguindo se eleger vereador em 2020. 

Zeca segue a liderança de Evilázio, que em 2020 não participou da campanha de reeleição de Lero. Nas últimas semanas, o PSDB de Taquaritinga do Norte,  já vinha fazendo críticas a gestão municipal, querendo impor a candidatura de Evilásio. Fontes nos revelou, que Zeca será exonerado do cargo de secretário nessa segunda-feira 24.

 


Jobson da Internet, Evilásio Araújo e Zeca Coelho prestigiam a VI Festa do Agricultor em Baraúna e Situação


 Na noite deste sábado (22), as comunidades de Baraúna e Situação na Zona Rural de Taquairitnga do norte, foram palco de um evento tradicional que reuniu importantes figuras políticas do município. A VI Festa do Agricultor atraiu a atenção de moradores e visitantes.

O empresário Jobson da Internet e os ex-prefeitos Evilásio Araújo e Zeca Coelho, marcaram presença na festa, o encontro dessas personalidades políticas criou uma atmosfera de sintonia e entusiasmo, destacando a importância do evento para a comunidade local. Durante a festa, Jobson, Evilásio e Zeca trocaram cumprimentos e participaram de várias atividades em conjunto, demonstrando uma união que chamou a atenção de todos os presentes.

Além do trio, Emanuel Brito, Ykaro Andrade, Batista da Situação e Zé do Bolo foram alguns dos nomes que prestigiaram a VI Festa do Agricultor, demonstrando o prestígio e a relevância do evento para a região.

terça-feira, 18 de julho de 2023

Tico e Teco: nem G, nem J.


   Nessa antecipada pré-campanha eleitoral com vistas ao pleito de 2024, em Taquaritinga do Norte, o jogo que está sendo jogado reside principalmente em conquistar lideranças, com ou sem mandato, para robustecer o projeto político do candidato a substituir o prefeito Lero, depois de dezesseis anos ininterruptos como vice-prefeito e prefeito da Terra do Café. O objetivo é ”furar” o ânimo do adversário e estimular que lideranças indecisas possam finalmente fazer uma opção política, para que, consequentemente, outros sigam o mesmo caminho, estreitando a margem dos concorrentes nessa corrida pela busca de apoios. Claro que cada um tem seu peso e importância, mas, particularmente, adesão de um político com mandato ou que tenha tido uma boa performance em pleitos passados é o grande objetivo de todos que colocaram seus nomes como pretendentes a uma candidatura no ano que vem. Mas, contrariando o ditado popular segundo o qual “querer é poder”, muito provavelmente, duas importantes lideranças, por razões distintas, não endossarão os projetos políticos nem de G e nem de J. Que deverão continuar querendo, mas não podendo. Restaria à dupla, então, duas opções, uma mais “natural” e outra que dependeria das perspectivas eleitorais, no momento, muito questionadas. O tempo político pede uma definição e esta não demorará, já que o “indeciso” corre o risco de perder potenciais apoiadores eleitorais, assediados freneticamente pela precocidade da campanha eleitoral.


                                      Foto do Algodão: bicudos não se beijam

       Dá para imaginar um arranjo político que congregue no mesmo palanque os ex-prefeitos Jânio Arruda, José Pereira Coelho, Evilásio Araújo e o “infante” Jobson da Internet? Quem seria vice de quem? Os ex-prefeitos aceitariam fazer figuração para o novato Jobson, como vices ou simples cabos eleitorais? Além da imperiosa necessidade de formar uma chapa obedecendo ao critério geográfico, segundo o qual, para ter sucesso eleitoral, o cabeça de chapa teria de contar com um vice de Pão de Açúcar, haveria dois desafios adicionais: primeiro, o ex teria de flexibilizar o ego e aceitar a poltrona do corredor, já que Jobson pegou a janelinha do avião, e, pela forma como conduziu seus primeiros passos como pré-candidato, deseja a companhia de Jânio e Evilásio apenas  como trunfos eleitorais, não devendo abrir mão de sua candidatura, mesmo que a conjuntura eleitoral mostre que Jânio ainda é competitivo, a despeito do pouco caso de que é vítima dentro do seu próprio grupo. Segundo, com os egos domados, qual ex seguiria no palanque, ao ser preterido para a vaga de vice? Evilásio teve essa oportunidade em 2020 e, como todos sabem e ele nega, esnobou a condição de número 2 do poder municipal. Ainda assim, aceitaria bater palmas para Jobson-Jânio? Jânio abriria mão das diferenças do passado e apoiaria o “Obama do Agreste” como vice? Essa conta não fecha e a foto na festa de São Pedro, no Algodão, foi apenas uma circunstância social, mesmo que os fotografados quisessem mandar um recado aos seus “desafetos”, internos e externos. O bicudo foi uma praga que acabou com o algodão no Nordeste e na festa do Algodão foram pacíficos apenas para não melindrar o padroeiro, a quem se atribui a estratégica função de porteiro do céu.


                                                 Gena e Jânio trocam caneladas

        Numa entrevista a um portal de comunicação de Santa Cruz do Capibaribe, o ex-prefeito Jânio Arruda admitiu a possibilidade de uma junção política com Gena e Jobson para enfrentar o candidato do prefeito Lero, Alysson Dias. Não falou que posição caberia a cada um na montagem de uma chapa para 2024. Possibilidade que melindrou os ouvidos do atual vice-prefeito e o deixou incomodado, já que sua preocupação número 1 é se apresentar como Calabar, mesmo contando em seu palanque com dois ferozes adversários da administração municipal. Juntar-se com Jânio poderia caracterizar um ajuntamento “Gravatinha” e, portanto, prejudicar o esforço do vice em se apresentar como situação e não oposição. Não correspondido, o ex-prefeito devolveu afirmando que ele é que não quer relações com quem “faliu” o município. O que ficou patente foi a contradição dos dois pré-candidatos. Inicialmente o ex-prefeito não levou em conta a “falência” ao flertar com o vice e este preocupado em se mostrar Calabar, mas estando ao lado de dois vereadores de oposição. O “risco no chão” grafado no palco da disputa política de 2024 consolida ainda mais três candidaturas. Uma quarta vai depender de um elemento fundamental em qualquer guerra: a resistência. Do desafiante que acha o desafiado ultrapassado, mas quer seu espólio eleitoral e deste em abrir mão de toda a experiência política para apoiar quem não o tratou com a diplomacia que merece, apoiada nos três mandatos que conquistou e no calor que deu no adversário tradicional em 2020.


Gisonaldo Grangeiro, "cearense" de Pernambuco, agrestino do Polo, professor efetivo da Rede Estadual de Educação do Estado do Ceará e da Rede Municipal de Educação de Fortaleza.

EXCLUSIVO: TRECHO DO LIVRO PROIBIDO SOBRE ROBERTO CARLOS

 Em 2006 Paulo César Araújo publicou o livro "Roberto Carlos em Detalhes". A biografia não autorizada foi um sucesso de vendas. Se o público não gostou, o artista odiou, mesmo sem ler a obra. Possivelmente convencido por advogados, abriu uma guerra contra o escritor e a editora.

E conseguiu, com autorização judicial, retirar todos os livros de circulação e a biografia foi queimada, como acontece nos piores regimes ditatoriais. Paulo César, no entanto, saiu maior da contenda, escreveu outros livros e provocou um feito histórico.

A censura ao seu livro teve tanta repercussão que abriu um debate no Brasil sobre o assunto e a questão das biografias não autorizadas chegou ao STF. O Supremo decidiu que figuras públicas, como é o caso do cantor Roberto Carlos, não podem impedir a publicação de obras que tratem sobre sua vida.

Isso não quer dizer que se possa mentir, caluniar, difamar. Mas no caso de um livro sério - como é o de Paulo César, um artista não tem o direito de agir arbitrariamente, exercendo o poder de censura.

Vamos divulgar um trecho de "Roberto Carlos em Detalhes" e poderemos, mais na frente, publicar outras partes, algumas mais quentes, que podem ter incomodado o rei.

O texto que segue é do jornalista, professor e escritor Paulo César Araújo:

Na época, o cantor celebrou por Nice com uma nova canção: Amada Amante, lançada em 1971, mas composta durante todo aquele imbróglio para conseguir oficializar seu casamento. Num tempo marcado por guerras, guerrilhas e violência urbana, Roberto Carlos não se conformava com o fato de não poder oficializar o amor que sentia por sua mulher. E a letra de Amada Amante fala exatamente disso: Esse Amor sem preconceito, sem saber o que é direito, faz as suas próprias leis.

A canção incomodou e, num primeiro momento, foi proibida pela censura.

...

"Que manteve acesa a chama, que não se apagou na cama, depois que o amor se fez". E foi exatamente essa referência mais direta à relação sexual que provocou a interdição da música.

Roberto e Erasmo criaram então um novo verso: Que manteve acesa a chama, da verdade de quem ama, antes e depois do amor", que ficou até melhor do que o original.

segunda-feira, 17 de julho de 2023

Demir da Saúde é eleito presidente da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar na Câmara de Santa Cruz do Capibaribe

 




Durante reunião realizada na manhã desta terça-feira, 11, a Câmara Municipal de Vereadores de Santa Cruz do Capibaribe se reuniu e instalou a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. 

Dentre as funções da comissão, está o zelo pelo funcionamento harmônico e pela imagem do Poder Legislativo atuando na preservação da dignidade do mandato parlamentar na Câmara.

Para compor a comissão inicialmente os blocos partidários de Situação, Oposição e Independente indicaram os parlamentares e na reunião de hoje todos os 17 vereadores votaram individualmente nos cargos de presidente, secretário, ouvidor e suplentes.

Confira a composição:


Presidente: Demir da Saúde (PSDB)

Secretário: Zezin Buxin (MDB)

Ouvidor: Flávio Pontes (PP)

1º Suplente: Nega (PSD)

2º Suplente: Nego Zé (UNIÃO)

3º Suplente: Augusto Maia (PSB)




O Código de Ética Parlamentar e sua comissão foi criada pela Resolução 004/2003.

Confira a edição desta sexta-feira da Coluna 'Politicando' do Blog de Cesar Melo

 


No ar mais uma coluna ‘Politicando’, com os principais fatos da sempre animada (ou quase sempre) cena política de Santa Cruz do Capibaribe.

Semana movimentada - Inicio o giro de informações de hoje pela cidade de Taquaritinga do Norte, onde o ex-prefeito Jânio Arruda admite a possibilidade de união dos blocos oposicionistas em torno de uma só chapa para a eleição municipal do ano que vem.

Tudo pode acontecer - Jânio participou nesta semana do Programa Independente e disse que nenhuma possibilidade pode ser descartada, quando, segundo ele, falta tanto tempo para o período de definições eleitorais. “Estamos muito longe do pleito, nada impede que possa ter uma junção do Jobson, Jânio e até mesmo do Gena lá na frente, eu não sei... Tudo pode acontecer em política não é?”, disse ele no programa.

Quem abre mão? - A linha de raciocínio de Jânio é sim dotada de lógica, pois, todos sabem que, em uma disputa, quando as oposições se fragmentam, o projeto situacionista sairá beneficiado, no entanto, a essas alturas, todos com os seus respectivos blocos na rua, fica difícil imaginar quem recuaria, e ficaria de fora de uma disputa majoritária.

O experiente - Jânio fala de uma possibilidade que esbarra justamente em projetos pessoais, e ele sabe disso, mas, como é o mais experiente desse cenário, propõe uma unidade difícil de ser concretizada, ao menos em uma conjuntura que envolva os três nomes citados por ele.

Difícil costura - Jobson tomou gosto pela condição de pré-candidato, tem cumprido agenda e se articulado direitinho em busca de apoios para o seu projeto. Já Gena Lins, botou na cabeça que é candidato a prefeito desde janeiro de 2021 e para tanto, tem se preparado para isso.

Convicto - ‘Ai de quem’ questionar a viabilidade das intenções e planos de Gena... Se bobear ‘ganha um intrigado’, no mínimo.

Lero e o seu grupo - No lado Calabar a condução do processo eleitoral cabe ao prefeito Lero. Ele já escolheu a apresentou seu pré-candidato para 2024, o empresário Allyson Dias, o Allyssinho.

A chapa - O projeto de Allyssinho deverá ganhar mais reforços nos próximos dias, gente relevante na cena política local, mas já existe um favorito para compor a chapa Calabar com ele em 2024: o empresário e ex-vereador Batata.

A chapa II - Conhecido e reconhecido por fazer excelentes trabalhos em eleições municipais, Batata agrega a experiência e traquejo necessários para o projeto situacionista.

Loteamento Capibaribe